O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 10/08/2020
Em 1904, a cidade do Rio de Janeiro passava por reformas urbanas ao mesmo tempo em que determinava a obrigatoriedade da vacinação contra a varíola, em razão da ausência de informação a cerca dos benefícios da imunização, a população recusou-se a tal fato, sendo conhecido como Revolta da Vacina. Hodiernamente, doenças que já haviam sido erradicadas como a rubéola e o sarampo retornaram, seja pelo aumento dos adeptos ao movimento antivacina, seja pela ineficácia do sistema de saneamento básico.
Em primeira instância, é importante salientar que o movimento antivacinação nasceu a partir de um estudo fraudado publicado pelo médico britânico Andrew Wakefield, relacionando os efeitos colaterais da vacina tríplice viral MMR - que protege contra o sarampo, rubéola e caxumba - com o autismo. Desde então, com o avanço técnico-científico-informacional, possibilitou e facilitou a compartilhamento de “fake news” como as que apoiam o movimento antivacina. Sendo assim, uma população desinformada sobre as transmissões e prevenções das doenças torna-se mais vulnerável ao seu contágio.
Outrossim, mesmo após o processo de urbanização no início do século XX, o Brasil ainda apresenta áreas de vulnerabilidade social e falta de saneamento básico. Para corroborar esse fato, segundo o Instituto Trata Brasil, 48% da população não possui coleta de esgoto e 35 milhões de brasileiros não têm acesso a água tratada. Isto posto, medidas devem ser adotadas para amenizar a problemática.
Portando, cabe ao Ministério da Educação juntamente com o Ministério da Saúde, por meio de profissionais da área, promover palestras a respeito da forma de transmissão e prevenção de doenças para informar a população com o intuito de evitar a proliferação de notícias falsas, pois segundo Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. Ademais, o Governo deve colocar em prática a Lei do Saneamento Básico por intermédio do fornecimento de água potável e tratamento de esgoto para todas as regiões que ainda não possuem, a fim de melhorar as condições de vida, evitando a transmissão de doenças. Com isso, evitará o reaparecimento de doenças já erradicadas.