O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 12/08/2020
O retorno da “maleita” contada por Graciliano Ramos.
Em “Sarapalha”, conto da obra “Sagarana”, de Graciliano Ramos, é retratada a vida de homens no nordeste contaminados pela malária. Essa doença, apesar de ter sido erradicada anos atrás, hoje, juntamente com outras enfermidades, retornam a contaminar os cidadãos brasileiros. Esse cenário conflituoso se potencializa pela ascensão do movimento antivacina e por crises ecológicas e ambientais. Diante disso, torna-se fundamental a discussão sobre esses aspectos, a fim de obter um melhor funcionamento da sociedade.
Em primeira instância, pode-se dizer que grupos antivacina vem tomando espaço de forma cada vez mais intensa no país, sobretudo pelo medo de possíveis efeitos colaterais. No entanto, apesar de ser uma escolha ser vacinado, as consequências vão além da esfera individual e passam ser coletivas, uma vez que grupos não vacinados podem transmitir doenças a outros indivíduos. Nesse sentido, a sociedade acaba se tornando potencialmente mais exposta a surtos. Além disso, o receio é duramente reprimido quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) comprova que a vacina é o meio mais eficaz de se proteger contra moléstias virais e infecciosas.
Por outro lado, o desmatamento, desencadeado pela grande exploração econômica industrial, agrícola e imobiliária, também se torna agente para a reemergência de enfermidades. Quando um ambiente é degradado, segundo estudos da “University College”, sobrevivem espécies mais fáceis de se adaptarem, como: ratos e morcegos. O conflito se faz, quando esses animais também podem carregar patógenos capazes de provocar novas pandemias.
Portanto, urgem que resoluções sejam tomadas para que a situação se resolva. O Governo Federal, através do Ministério da Educação, deve fornecer palestras ministradas por profissionais da saúde nas escolas, os quais deverão explanar sobre a vacinação e seus benefícios, a fim de que haja um maior esclarecimento entre a população. Ademais, cabe ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente executar melhor as leis sobre o desmatamento no Brasil, através de uma intensa fiscalização e criação de maiores multas para aqueles que violam as diretrizes. Feito isso, a questão do reaparecimento de doenças não será mais um empecilho ao progresso do Brasil.