O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 14/08/2020
Em um dos episódios da série “Black List”, a agente do FBI, Elizabeth Keen, lida com um caso em que o vilão altera o gênese da Peste Negra para espalhar a doença novamente, assim causando uma nova epidemia. Dessa forma, muitas pessoas iriam morrer, já que não existiria a cura. Neste cenário, o Brasil esta com uma incidência de novos casos de doenças que tinham sido considerada erradicadas, em razão da negligência aos mais pobres e fins lucrativos dos mais ricos.
O Programa “Brasil sem miséria”, fundado em 2011 pela presidente Dilma Rouseff, pretendia em uma de suas ações, combater seis doenças que afetavam principalmente a população mais pobre. Porém, segundo a OMS, algumas doenças foram negligenciadas por não despertar o interesse de grandes indústrias farmacêuticas, que não vê nelas, a possibilidade de obtenção de lucro.
Por conseguinte, é notória como a falta de medicamentos aumenta o número de doentes. Segundo a Fiocruz, a Interfarma investiu em 2007 US$63,2 bilhões em pesquisas de novos remédios, no entanto, após um levantamento financeiro mundial, foi revelado que apenas US$2,5 bilhões foi investido. Devido ao baixo investimento, apenas 21 dos 1556 remédios foram desenvolvidos, o que acarretou 1 bilhão de doentes em 149 países em que o Brasil fazia exportação.
Portanto, medidas são necessárias para acabar com a negligência de medicamentos. Cabe ao Estado, produzir os remédios que não interessam a indústria farmacêutica, voltados para doenças que atingem a população sem perder poder aquisitivo, para que as pessoas fiquem curadas, evitando o aparecimento de novas doenças. Somente assim, o país terá uma população saudável e as empresas não vão perder dinheiro.