O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 11/08/2020

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), uma a cada cinco crianças não são vacinadas. E mesmo diante de grande eficácia proveniente das campanhas de imunização, o movimento antivacina vem eclodindo e ganhando cada vez mais força. Fator este que se relaciona diretamente com o reaparecimento de doenças já erradicadas no Brasil.

O movimento antivacina tem como uma de suas origens a repressão daquilo que era novo, assim como quando as primeiras primeiras vacinas surgiram. E ganhou uma força significativa em 1998, quando Andrew Wakefield, pesquisador e gastroenterologista apontou como uma possível consequência da vacina Tríplice Viral, o autismo (O que posteriormente descobriu-se ser uma disseminação de fake news para benefícios pessoais). Há, ainda indivíduos que alegam restringir a vacina como um escape dos sintomas provocados pela mesma. Posicionamento este que levanta a indagação de que estes civis estejam a par dos dados estatísticos provenientes da OMS, que apontam um milhão e meio de mortes que poderiam ser evitadas com a imunização ativa.

A paralisia infantil for reduzida, a poliomielite, erradicada. Assim como a rubéola e varíola, além de ter o sarampo controlado. É escancarado o tamanho benefício do programa de vacinação - semelhante ao de países desenvolvidos -  promulgado pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Por mais que alguns sintomas sejam provenientes do processo, não são de grande alarde para os indivíduos ao comparados com o bem final.

Desta forma, em conformidade com os argumentos supracitados, pode-se consumar que a melhor abordagem para evitar o reaparecimento de doenças já erradicadas, consiste no estímulo à vacinação - que, segundo o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) é obrigatória - pelos Agentes de Saúde, em consonância com campanhas midiáticas, conscientizando a população a cerca da necessidade da colaboração individual para o benefício social. Garantindo assim um dos três pilares da liberdade estabelecidos por John Locke: o direito à vida aquém do individualismo.