O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 11/08/2020
Durante toda a história do ser humano no planeta Terra, ocorreram diversas adversidades referentes a doenças que afligiram o mesmo. Um exemplo disso foi a ‘‘Praga de Justiniano’’, conhecida como a primeira pandemia da história responsável pela morte de milhões de pessoas durante a alta Idade Média. Tendo isso em mente, é possível constatar que algumas doenças são devastadoras sem o devido conhecimento e medidas profiláticas, o que pode acabar resultando na reemergência de doenças antes consideradas erradicadas.
Primordialmente, é evidente que com o passar dos anos a tecnologia e a informação possibilitaram uma maior disseminação de informação, permitindo que um grande numero de pessoas, saiba como se ‘‘proteger’’ contra patógenos de diferentes origens. Entretanto, saber se proteger e estar protegido são fatores distintos.
Sabendo disso, não basta os habitantes de uma região se preocuparem em manter uma boa saúde, enquanto os próprios governantes acabam tomando atitudes negligentes em relação aos direitos públicos, como na manutenção e estruturação do saneamento que peca em ter sua atuação completa no território brasileiro.
Consoante ao que foi dito, a falta de saneamento básico de aproximadamente 43% de lares no Brasil de acordo com o IBGE, é um dos maiores responsáveis pela contaminação da população por doenças inibidas no passado, já que grande parte delas depende de um agente transmissor como o Aedes aegypti, mosquito vetor da Dengue, que fora contida em meados de 1982 durante o governo de Getúlio Vargas, mas que teve seu retorno poucos anos depois.
Portanto, medidas devem ser tomadas para impedir o progresso e evolução de enfermidades que possam reemergir deturpando o bem estar social do país. Logo, o Ministério da Saúde em conjunto com o Poder Executivo deve mapear regiões onde existem falhas na instalação de redes públicas de saneamento e esgoto e efetivar sua devida instalação, a fim de possibilitar uma digna manutenção da vida dos habitantes e permitir que estejam seguros contra quaisquer patologias derivadas da ausência do mesmo, buscando também a redução da incidência de casos relacionados a infecções por doenças posteriormente controladas.