O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 15/08/2020
Conforme Gilberto Freyre, ‘’Sem um fim social, o saber será a maior das futilidades’’. Nesse sentido, a visão de Freyre tem se aplicado a realidade, tendo em vista o reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil. Assim, depreende-se que fatores como o descaso à medidas preventivas e a globalização contribuem para o agravamento da situação.
A princípio, nota-se que o descaso à profilaxia trata-se de um potencializador do reaparecimento de doenças erradicadas. Em relação a tal fato, segundo George Santayana, ‘’Aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo’’. Relativamente, observa-se que a indiferença à profilaxia pode ser encaixada na teoria do filósofo, uma vez que o descuido as medidas preventivas propiciam o reaparecimento de enfermidades, por exemplo, os movimentos antivacinas que optam pela não vacinação. Consequentemente, o risco do retorno de enfermidades aumenta.
Ademais, a globalização identifica-se como outro agente marcante da problemática. Na época da Idade Moderna, houve a colonização do Brasil, a qual foi corroborou com a disseminação de doenças da Europa em território sul americano. No cenário brasileiro atual, os legados da colonização perduram, pois ainda se percebem a proliferação de doenças devido a imigração de povos, como em 2018 imigrantes Venezuelanos disseminaram sarampo na região norte do país, que resultou em surtos na localidade. Por conseguinte, a globalização além de proporcionar troca informacional e cultural promove a propagação de doenças.
Logo, a questão do reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil requer intervenção do Estado. O Governo deve assegurar a vacinação, por meio de campanhas, que servirá para imunizar a população, a fim de conter o retorno de enfermidades. Além disso, cabe ao Estado fiscalizar a saúde de imigrantes, por meio da exigência de exames clínicos, a fito de evitar a disseminação de doenças no país.