O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 11/08/2020

Movimentos anti-vacina não são novos, a revolta da vacina é um bom exemplo disso, pois, já no início do século XX, uma população sem escolaridade e não conscientizada se revoltava diante da obrigatoriedade de tomar vacina. Dito isso, sabe-se que esses movimentos existem até hoje e são responsáveis, juntamente com a ineficiência estatal em resolver as raízes do problema, pelo reaparecimento de doenças já consideradas erradicadas.

Em primeiro lugar, é preciso destacar a importância fundamental das vacinas nas prevenções de doenças, pois atuam criando barreiras de transmissão em seus meios de transmissão. Nesse sentido, quando grupos anti-vacina influenciam famílias a não imunizarem suas crianças acabam criando brechas por onde a doença pode voltar a se espalhar, principalmente as que possuem via de transmissão oral, como bem explica o médico Drauzio Varella em seu canal no Youtube. Ainda mais nesse âmbito, como denunciado pelo portal de notícias g1, esses grupos se utilizam de notícias falsas que são espalhadas por mídias digitais como o “Whats App” para espalhar a desinformação, e possuem sucesso nesse trabalho pela falta escolarização e conscientização de seus alvos nessas mídias.

Nesse sentido, o Estado Brasileiro desde a Revolta da Vacina tem usado como meio para essa solução a coerção, que é o uso da violência para obrigar as pessoas agirem. Porém, esse método, apesar de funcionar a curtissímo prazo – alguns vacinam pelo medo da punição – não soluciona as raízes do problema, visto a permanência desses grupos de anti-vacina.  Por outro lado, existem algumas medidas de conscientização sendo feitas pelo Estado, porém não possuem a eficácia nescessária devido a falta de escolarização da população, principalmente no âmbito científico, o que permite grupos com pouco rigor nessa área influenciarem boa parte da população.

Por isso, cabe ao Ministério da Educação, promover uma campanha de divulgação científica, para incentivar a participação da comunidade acadêmica brasileira a se integrar nas mídias sociais, a fim de compartilhar conhecimento científico. Senso assim, essa campanha irá se basear em cadeiras oferecidas nas universidades federais que ensinem a usar as mídias digitais como meio para se divulgar conhecimentos científicos e combater as notícias falsas. Por fim, vai ser possível resolver a problemática pela raiz do problema e se ampliar a divulgação de conteúdos que são benéficos para toda a socidade.