O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 15/08/2020
No jogo ‘‘The Last Of Us’’, os jogadores usam armas de fogo, armas improvisadas e furtividade a fim de defenderem-se de humanos hostis e criaturas canibalísticas infectadas por uma mutação do fungo Cordyceps. Não longe da ficção, percebem-se aspectos semelhantes no que tange ao reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil. Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude de falta de debate e insuficiência de leis.
Convém ressaltar, a princípio, que a insuficiência de leis é um fator determinante para a persistência do problema. Segundo Umberto Eco, “Para ser tolerante é preciso fixar os limites do intolerável”. Nesse sentido, percebe-se uma lacuna, explicitada pela falta de uma legislação adequada. Assim, sem base legal, ações de remediação são impossibilitadas, o que acaba por agravar ainda mais que as doenças se espalhem sem controle nenhum.
Outro ponto relevante, nessa temática, é a falta de debate.O filósofo Foucault defende que, na sociedade pós-moderna, alguns temas são silenciados para que as estruturas de poder sejam mantidas. Nesse sentido, percebe-se uma lacuna no que se refere ao debate em torno do reaparecimento de doenças, que tem sido silenciado. Assim, sem diálogo sério e massivo sobre esse problema, sua resolução é impedida.
Portanto, medidas são necessárias para resolver esse problema. Logo, é necessário que as famílias, em parceria com a liderança dos bairros, exijam do poder público o cumprimento do direito constitucional de proteção a população. Essa exigência deve se dar por meio da produção de ofícios e cartas de reclamação coletivos, com a descrição de relatos de pessoas da comunidade que sofrem com esse problema, a serem entregues nas prefeituras, para que os princípios constitucionais sejam cumpridos. A partir dessas ações, espera-se promover a construção de um Brasil melhor.