O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 16/08/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito a saúde e ao bem-estar social. No entanto, o ressurgimento de doenças erradicadas no território nacional é uma problemática para que isso ocorra de fato. Esse cenário antagônico é fruto, infelizmente, devido não só à negligência governamental, mas também à difusão de movimentos “antivacinas”. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos.
Antes de tudo, é preciso entender que o reaparecimento de doenças erradicadas deriva da baixa ação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir a harmonia da população, entretanto, isso não acontece no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, noticias sobre os malefícios da vacina, que derivam principalmente da disseminação das “Fake News”, manipulam a conduta de diversas famílias na país e são reproduzidas por gerações, o que culmina na diminuição da porcentagem de vacinados.
Faz mister, ainda, salientar a disseminação de grupos contra a imunização ativa como impulsionador do problema. Outrossim, movimentos como esses disseminam ideias sem bases científicas, porém, popularizam-se e ameaçam a conquista à vacinação, conjunturas assim foram evidenciadas, também, no passado, por mais que pareçam recentes. Elucidando isso, pode-se citar a Revolta da Vacina ocorrida no Rio de Janeiro, no início do século XX, que se caracterizou pelo motim da população contra a lei da vacinação obrigatória; tais feitos favorecem na formação de um problema social com dimensões cada vez maiores.
Por fim, para combater o ressurgimento de doenças no território nacional são necessárias alternativas concretas que tenham como protagonistas a tríade Estado, mídia e escola. O Estado, em parceria com a mídia nacional, deverá desenvolver campanhas informativas - por meio de cartilhas virtuais e curta-metragens a serem veiculados nas mídias sociais - a fim de orientar a população sobre a importância da vacinação. Por sua vez, a escola, instituição formadora de valores, deve promover palestras a pais e alunos que discutam essa situação de maneira clara e eficaz, com o intuito de amenizar a desinformação. Outras medidas devem ser tomadas, mas como disse Oscar Wilde: “O primeiro passo é o mais importante na evolução de um homem ou nação”.