O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 16/08/2020

Em 1904, ano em que ocorreu a “Revolta da Vacina”, o Brasil passou por uma grande instabilidade na saúde, sendo esse movimento antivacina, algo que impedia avanços no combate à doença da rubéola. Nesse sentido, é perceptível que na atualidade esses impasses ainda existem, tendo, por exemplo, o reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil. Logo, isso ocorre não só devido a não continuidade de campanhas eficientes, como também, pela falta de informação. Assim, é necessário investir em políticas públicas de conscientização e instrução em prol do bem-estar de todos.       Primeiramente, a incontinuidade das campanhas públicas contribui para diminuir a imunização da população. Desse modo, segundo dados do Datasus, o Brasil vem reduzindo o número de pessoas vacinadas, como, por exemplo, é o caso da vacina contra a poliomielite, que foi de mais de 95% da população vacinada, em 2004, para cerca de 76%, em 2018. Diante disso, é notável que os brasileiros deixaram de se vacinar porque a doença foi erradicada no país, porém, enquanto ela existir no mundo, é necessário tomar as medidas profiláticas. Com isso, as campanhas devem continuar conscientizando todos da importância da imunização.

Segundamente, vale destacar, que vem crescendo um movimento anti-intelectual existente na modernidade, no qual há uma disseminação da desinformação. Nessa perspectiva, conforme afirma o líder político Simon Bolívar, um povo ignorante é um “instrumento cego” da sua própria destruição. Destarte, essa ignorância gerada pela divulgação de fake news, teorias da conspiração e desprezo pelo conhecimento científico também existe no âmbito da saúde, e é algo destrutivo, que contribui para que as enfermidades, já erradicadas, reapareçam. Assim, a população precisa de instrução e confiança no saber científico.

Portanto, urge, então, medidas para atenuar a continuidade das doenças que já tinham sido eliminadas. Por conseguinte, o Ministério da Saúde – setor responsável pela administração e manutenção da saúde pública no país -, deve continuar com as campanhas de vacinação contra doenças como sarampo, poliomielite, rubéola, difteria, e outras que podem ser reintroduzidas no Brasil. E isso será feito por meio das mídias sociais – TV, rádio e redes sociais, que possuem um grande impacto na mudança de comportamento da população em geral – disponibilizando vacinas nos postos de saúde e reiterar a credibilidade da ciência. Para assim, promover a saúde e o bem-estar de todos, além de acabar com a proliferação de desinformação e impedir situações como o ocorrido em 1904 com a “Revolta da Vacina”.