O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 12/08/2020

O Sistema Único de Saúde (SUS) é reconhecido internacionalmente por seu amplo calendário de vacinas, abrangendo mais de 19 tipos de imunologia e que é disponibilizado gratuitamente para a população brasileira. No entanto, fatores socioculturais e climáticos, infelizmente, potencializaram o reaparecimento de doenças que já estavam erradicadas do país, a exemplo do Sarampo, da Dengue, e da Febre Amarela. Dessa forma, não só pode-se evidenciar o movimento antivacinação, como também o aumento de casos de enfermidades que deveriam estar controladas.

Em primeiro viés, a Revolta da Vacina, em 1904, aconteceu no Rio de Janeiro, pois a população ficou insatisfeita de ser imunizada de forma compulsória pelo sanitarista Oswaldo Crus. Ainda que a situação fosse controlada a mais de 100 anos atrás, atualmente, no Brasil, vive-se o segundo movimento antivacina, não por falta de informação, mas por conta de Fake News, ou seja, desinformações que abalam a credibilidade desse tipo de prevenção. Nesse contexto, estudos já banidos da sociedade científica, como o de Andrew Wakefield que disse que a Tríplice Viral estaria relacionada com o Transtorno do Aspectro Autista (TEA), movem correntes pelo mundo e que acabou diminuindo a taxa de cobertura vacinal no país de 95%, em 2015, para 71%, em 2018, segundo o SUS.

Em segundo viés, epidemias como de Dengue e Febre Amarela estão relacionadas com fenómenos  como o El Ninõ, e o avanço das cidades para interior das florestas, respectivamente.Desse modo, é possível ressaltar que essas duas enfermidades podem ser prevenidas, sendo controladas pelo recolhimentos de materiais que podem acumular água e potencialmente poderiam virar o criador de mosquitos vetores dessas doenças. Nesse contexto, também reemergentes como o caso da Sífilis,uma Invecção Sexualmente Transmissível (IST),é um problema a saúde brasileira, visto que em gestantes essa bactéria pode causar deformações ao feto, desse modo, é vital o uso de camisinha para que haja o controle dessa enfermidade.

O reaparecimento de doenças erradicadas no país, portanto, está relacionado ao movimento antivacina e a falta de atenção com as profilaxias existentes para o controle de enfermidades. Logo, cabe ao Ministério da Saúde, que coordena o SUS, responsabilizar os pais pela não vacinação de seus filhos, por meio do já existente artigo 14 do Estatuto da Criança do Adolescente(ECA) que considera esse ato negligência à saúde e à vida desses brasileiros. Isso será feito a fim de que a “nação verde-amarela” volte a ter uma alta cobertura vacinal, antes que mais pessoas sejam acometidas por enfermidades que podem ser prevenidas, sendo que a profilaxia de doenças como a Dengue e a Sifílis também são de estrema importância, e que deve ser realizada pela população como um todo.