O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 15/08/2020

Em 1973, foi criado o Programa Nacional de Imunização (PNI) que atualmente, oferece vinte e sete tipos de vacina, sem nenhum custo, a toda a população. No entanto, ainda hoje, parte da população não se vacina, o que colabora para o reaparecimento de doenças erradicas no Brasil, tanto pela falta de informação, como pelas baixas nas coberturas vacinais.

É importante ressaltar, em primeiro plano que de acordo com Charles Calton: “ A má informação é mais desesperadora que a não-informação”. Nessa lógica, a falta de informação e conhecimento sobre a importância da vacinação, faz com que a população não se vacine. Além disso, os movimentos antivacinas aproveitam essa falta de informação para espalharem informações equivocadas sobre as vacinas, por conseguinte, acarretando o aumento da divulgação de fake news.

Cabe mencionar, em segundo plano, uma pesquisa feita pela BBC, apontando que a cobertura de vacinação para doenças como a caxumba, sarampo e rubéola, vem caindo ano a ano em todo o país. Dessa maneira, ocasionando uma baixa no nível de imunização da população, causando uma falha na imunização por rebanho, que erradica a doença quando 95% da população se torna imune a uma doença por meio da vacinação, dessa forma, com parte da população não imune, por conseguinte, colaborando para que as doenças erradicadas voltem a se proliferar no país.

Infere-se o exposto, portanto, que medidas devem ser tomadas para que não ocorra o reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil. Sendo assim, cabe ao Ministério da Saúde promover conteúdos midiáticos sobre a importância da vacinação, desse modo, garantindo informações verídicas a toda a população. Ademais, cabe ao Poder Legislativo criar leis mais rígidas referente a vacinação, a fim de garantir que toda a população se vacine, desse jeito, mantendo as coberturas vacinais estáveis.