O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 12/08/2020

A série televisiva “The Walking Dead” retrata a história de um Estados Unidos pós-apocalíptico em decorrência da propagação de um patógeno responsável por uma infestação de zumbis que dizima grande parte da população. Concomitante a isso, no Brasil, torna-se crescente a preocupação com a disseminação de doenças por outrora erradicadas. Nessa perspectiva, tal desafio deve ser analisado e superado de imediato para que uma sociedade segura seja alcançada.

É relevante aborda, primeiramente, de acordo com a Declaração Universal dos Direito Humanos quanto aos direitos que asseguram o bem-estar social e a qualidade de vida dos indivíduos, dentre eles, o acesso e a garantia a saúde. Contudo, a realidade mostra-se justamente o oposto e o resultado desse contraste pode ser refletido no cenário atual. Segundo dados divulgados pela OMS (Organização Mundial da Saúde) diversas doenças já erradicadas, como o sarampo e a poliomielite, retornaram e aumentaram seu alcance em 30% no mundo todo.

Faz-se mister, ainda, salientar os fatores etiológicos e impulsionadores do emblema. Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, autor de “Modernidade Líquida”, a sociedade contemporânea emerge no individualismo e na efemeridade das relações humanas, nas quais as pessoas transferem o ideal de melhoria em prol do bem comum para o de ascensão própria, atos que corroboram com a precariedade nos setores públicos de saúde, bem como com a falta de conhecimento sobre os valores atenuantes do reaparecimento de doenças erradicadas e na intensificação das mazelas sociais que propiciam a disseminação das enfermidades.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Dessa maneira, urge que o Ministério da Saúde, juntamente com o setor midiático, promova campanhas, debates e propagandas, no meio público e nas redes sociais, a fim de conscientizar e instruir corretamente a população quanto aos perigos do retorno de tais doenças e formas de prevenir-se contra as mesmas. Ademais, cabe as entidades governamentais a revisão da distribuição coerente de verbas para as unidades de saúde sob a cautela do Estado, no intuito de ofertar um melhor atendimento médico e hospitalar a população. Dessa forma, o Brasil pode superar o reaparecimento das enfermidades que agridem a sociedade.