O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 12/08/2020

O Processo do Ressurgimento de Doenças no Brasil

Apesar de todo o avanço na área da saúde, a atual contemporaneidade deparou-se com um novo problema, o reaparecimento de doenças que esperava-se erradicadas, a ponto de urgir a criação de um novo termo: doenças reemergentes. Cabe uma análise do reaparecimento de doenças no Brasil, bem como possíveis soluções.

Em primeiro plano, é necessário entender os problemas sanitários que o Brasil possui. De acordo com  o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, 48% da população não tem acesso a coleta de esgoto, sendo 35 milhões de pessoas também sem acesso à água tratada. Doenças como a Poliomielite, de transmissão oral-fecal, ressurgiram neste cenário, o que resultou em milhares de novos casos de paralisia infantil. Tendo em vista saneamento básico como um direito social, é necessário obras de infraestrutura, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, que sofrem os piores índices a esse respeito.

Não obstante, nessas mesmas condições, houve nos últimos anos, um grande fluxo de refugiados venezuelanos. Segundo a UNICEF, até o fim de 2019, cerca de 190 mil. Pela falta de infraestrutura este grupo veio acompanhado de doenças como Sarampo e Difteria, que são espalhadas pela tosse e espirro. O Brasil, sendo o centro cultural mais plural da América Latina, tem o dever de acolher imigrantes em situação de vulnerabilidade, porém, deve fornecer a essas pessoas tratamento a estas enfermidades, bem como vacinas, assim, prevenindo o sobrecarregamento de hospitais públicos e reaparecimento de doenças respiratórias.

Por isso, dado ao exposto, fica evidente a necessidade de esforço tanto na área da infraestrutura e saúde. Os governos estaduais e federal devem contratar empreiteiras com boa reputação, evitando desvios de verbas e corrupção, para realizar obras como estações de coleta e tratamento de esgoto. Concomitantemente, é necessário recompensar empresas privadas que doam para instituições de acolhimento de refugiados com isenção de alguns impostos, dessa forma, estas, terão recursos o suficiente para gerir responsavelmente o fluxo de imigrantes, tratando doenças e fornecendo vacinas. Apenas assim, será possível frear a disseminação de doenças reemergentes, bem como evitar o ressurgimento de novas.