O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 12/08/2020

Nos últimos anos, principalmente no Brasil, tem surgido novos surtos de doenças antes erradicadas, decorrentes de vários fatores como: a desinformação populacional, falta de saneamento básico e certo grau de ineficiência da cobertura de vacinações. Diante disso, é perceptível que medidas sanitárias básicas e campanhas de vacinação estão sendo parcialmente ineficazes no imunização da população.

O Movimento Antivacina surgiu nos Estados Unidos como uma forma de evitar que crianças fossem imunizadas contra doenças como o sarampo, por exemplo. Os pais adeptos desse movimento defendem que há algumas vacinas que sobrecarregam o sistema imunológico da criança, prejudicando sua saúde. Desta maneira, não apenas as crianças que foram impedidas desse direito sofrem risco de contrair certas doenças, como também de transmitir para outras e dar início a pequenos surtos, e em casos graves, uma epidemia.

A Revolta da Vacina, fato histórico ocorrido no ano de 1904, expressa a gravidade da desinformação a respeito da saúde pública. Doenças como sarampo, varíola, rubéola, tão comuns nessa época, e que posteriormente erradicadas, são registradas novamente tanto em países desenvolvidos como subdesenvolvidos. Isso se deve, além do fato citado anteriormente, ao saneamento básico precário em países subdesenvolvidos e da escassez de verbas públicas para a produção de doses de vacinas.

Entende-se, portanto, que o reaparecimento das doenças erradicadas no Brasil é tanto uma consequência de uma crise sanitária, como também econômica e social. Assim sendo, é necessário que o Ministério da Saúde, em parceria com meios de comunicação social, reforcem informações científicas e comprovadas sobre imunização através de vacinas, em formas de campanhas de conscientização. Também é necessária a melhoria do saneamento básico em comunidades à margem da sociedade, juntamente com vacinações em massa, principalmente em crianças na primeira infancia.