O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 16/08/2020
O retorno de doenças, antes erradicadas, gera temor tanto na comunidade científica quanto na sociedade. São patologias consideradas controladas, mas que vem apresentando alto índice de novos casos. Movimentos antivacinação, bem como distúrbios ambientais, contribuem consideravelmente para essa problemática.
A imunização contra doenças de fácil contágio e de grande perigo à saúde está disponível gratuitamente pela rede pública através do Sistema Único de Saúde. Contudo, assim como na Revolta da Vacina em 1924, no Brasil, alguns grupos apresentam resistência à vacinação. O medo de possíveis efeitos colaterais que movimentos antivacinas sem comprovações científicas, causa rejeição às vacinas, tornando a população mais vulnerável a patógenos, favorecendo o reaparecimento de doenças no país.
Convém lembrar que, o desequilíbrio ambiental, causado pelo homem, colabora fortemente para os dados expressivos de novos surtos. Em 2017, em algumas regiões do Brasil, o surto de febre amarela, doença até então controlada no país, alertou as autoridades de saúde sobre as consequências que a perturbação de ambientes selvagens pode trazer para o bem-estar humano. Mudanças climáticas podem acarretar em condições favoráveis aos organismos causadores de mazelas, um exemplo disso é a dengue: altas temperaturas aliada à chuvas recorrentes e inesperadas, formam o ambiente perfeito para a proliferação do inseto transmissor do vírus que causa a doença em humanos.
Portanto, a rejeição à vacina, mas também a exploração ambiental irresponsável, devem ser combatidas. Para esse fim, é necessário que o Estado aplique campanhas que informem corretamente a população quanto as formas de prevenção e sua importância, e ainda aprimorar a fiscalização quanto ao uso dos recursos naturais. Assim, pode-se gerar uma sociedade mais informada, segura e saudável.