O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 13/08/2020
A cada dia que passa, ao passo que a ciência da dois passos a frente, a sociedade da dois para trás, o reaparecimento de doenças, já antes erradicadas, no Brasil, é um retrato disso. Diante disso, percebe-se que a ignorância, em forma de teorias da conspiração, preguiça da população e má efetivação de campanhas por parte do estado, contribuem para tal acontecimento, tanto que ela é a protagonista do problema.
Em um primeiro momento, é necessário enfatizar que muitas das doenças que nos permeiam hoje, são combatíveis, a exemplo, tem-se: Dengue, infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e sarampo; Por meio de vacinas e prevenções elas não existiriam hoje. Entretanto, existem grupos sociais os quais não aceitam ser submetidos às vacinas, outros, não são adeptos às medidas preventivas, tais como a extinção de possas de água parada, a fim de que o mosquito da dengue não consiga se reproduzir, ou até mesmo a utilização de preservativos, no combate as ISTs.
Nesse sentido as invenções e avanços da ciência são em vão, caso não haja uma politica de conscientização social eficiente. Além disso, é importante frisar que, ir contra políticas sanitárias, deixa de ser um direito do cidadão, pois entra em conflito com o direito à vida das demais pessoas, seguindo as ideias de John Locke o estado deveria interferir nisso, visto que ele foi criado para mediar os limites dos direitos de cada cidadão.
Portanto, visando o progresso do campo da saúde no Brasil, se faz necessário a criação de mais e melhores campanhas sanitárias. Para tanto cabe ao poder executivo municipal tal efetivação (objetivando um acompanhamento descentralizado), isso deve ocorrer ao longo de todo o ano, atingindo várias enfermidades, tais campanhas devem explicitar a ação, o objetivo e as consequências. Somente assim a ciência e a sociedade caminharão de mãos dadas.