O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 13/08/2020

Durante o século XXI, mesmo com o advento e avanços de diversas tecnologias técnico-científicas, sobretudo na área da saúde, os casos de doenças reemergentes são recorrentes. O reaparecimento de sarampo, poliomelite e diversas outras doenças infecciosas, de maneira frequente, preocupam constantemente membros da área da saúde. Deste modo, a falta de saneamento básico, a elevada interferência antrópica no meio e educação precária presente ainda em diversas populações nacionais, geram agravamentos e diminuições na cobertura vacinal mundial e controle de enfermidades já erradicadas no Brasil, o que deve ser solucionado a partir de políticas públicas.

Nos dias atuais, mesmo com o ideal fortemente presente nos indivíduos de que a vacina é a melhor fonte de prevenção de inúmeras doenças, segundo o Ministério da Saúde, a cobertura vacinal do país, de maneira gratuita, ficou abaixo dos 95% de abrangência populacional no ano de 2018, o que é um índice inadequado, segundo a Organização Mundial da Saúde. Paralelo a isso, ainda no mesmo ano, cerca de 312 municípios brasileiros estavam com apenas 50% da população infantil imunizada contra a poliomelite, doença a qual apresenta grande potencial de reemergência.

Desta forma, segundo especialistas, muitas vezes, pessoas que não tiveram um contato direto com a doença, por não saberem seus verdadeiros riscos, optam por não se vacinarem ou prevenirem, o que indica a necessidade clara de atuações a partir dos meios educacionais. Por meio do ensino básico,  o claro entendimento da sociedade perante a grande importância de abrangência vacinal e sanitária para

a erradicação de doenças é estabelecido, o que promove a baixa recorrência ou erradicação definitiva.

Ademais, é clara a relação entre os impactos negativos do homem no meio e o ressurgimento de diversas enfermidades populacionais. Os desequilíbrios ecológicos provocados a partir da emissão de poluição, degradação da natureza, bem como na extinção de inúmeras espécies da fauna e flora global, geram descontroles ambientais e impactos, inclusive, no bem estar humano, já que quando presentes em ambientes com tais condições, há uma considerável baixa em seu sistema imunológico.

Em suma, pode-se concluir que é de crucial importância a conscientização populacional pela procura de imunizações. Assim, cabe ao Ministério da Saúde, juntamente com o Ministério da Educação, adequarem, durante o ensino básico, a aprendizagem sobre a atuação positiva da imunização, bem como a real necessidade de meios sanitários para a erradicação de doenças. Além disso, o Governo Federal deve, por meio da criação de leis, executar maiores fiscalizações e controles qualitativos do meio ambiente, de maneira a evitar o desaparecimento de espécies e agravamento da poluição. Logo, com a execução de tais medidas, tornaria-se impossibilitado doenças reemergentes.