O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 14/09/2020
Dengue, febre amarela, malária. Todas essas patologias têm algo em comum: seu principal vetor é o mosquito. Com isso, devido ao ambiente favorável e à falta de vacinação, em curtos períodos de tempo essas doenças voltam a aparecer no Brasil e infectam milhares de cidadãos. Tais condições são, muitas vezes, proporcionadas pela própria população brasileira, que mantém esses vírus e protozoários em seu dia a dia, podendo causar a qualquer momento um novo surto.
De início, vale salientar que a falta de saneamento básico favorece a grande proliferação de patógenos, como o da dengue e da malária no meio ambiente. Essas doenças tem como principal vetor o mosquito, e nos grandes centros urbanos a negligência da população com os focos de água parada aumentam drasticamente a reprodução desses mosquitos. Nesse sentido, a criação do lago artificial de Itaipú, por exemplo, aumentou o número de casos de malária no Sul do Brasil, visto que, após o descuido dos engenheiros, o mosquito Anopheles se aproveitou da situação e espalhou a doença por toda a região. Além disso, quanto mais uma doença é transmitida, maior é a chance de variabilidade genética e maiores as chances de doenças simples com tratamentos simples se tornarem complexas com grandes potenciais para matar.
Ademais, cabe destacar que a influência do movimento antivacina, surgido nos Estados Unidos, em 1998, tem feito grande parte da população negligenciar o uso das vacinas, facilitando a dispersão de doenças pelo país. Como a febre amarela, que, devido ao grande número de pessoas que não foram vacinadas contra esse patógeno, o Brasil vive atualmente um surto de febre amarela. Diante disso, de acordo com o Ministério da Saúde, o governo tem lançado várias campanhas de vacinação, tentando manter pelo menos 70% da população vacinada, para que não haja grandes epidemias. Entretanto, parte da população escolhe não se vacinar por não confiar na eficácia das vacinas ou por acharem que as vacinas são as verdadeiras dispersoras das doenças. Esse pensamento, que tem influenciado pessoas do mundo inteiro, ficou conhecido como movimento antivacina, a qual a ONU afirma que é um dos dez maiores riscos à saúde global em decorrência do perigo iminente de uma grande pandemia.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade da adoção de medidas que revertam esse quadro. Com isso, o Governo Federal, por meio do ministério da Saúde, deve criar novos projetos que visam a melhor qualidade de vida do brasileiro, tais como a ampliação do saneamento básico para todas as cidades e estados do país, uma maior fiscalização de água parada e também palestras em escolas ensinando as crianças a importância da vacinação e os seus benefícios para a própria saúde e a da população brasileira, a fim de erradicar, de uma vez por todas, essas doenças do Brasil.