O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 14/08/2020
Devido ao advento da biologia moderna, inúmeras doenças contagiosas foram finalmente combatidas após o surgimento das vacinas. No entanto, vive-se hoje, no Brasil e no mundo, o cenário do reaparecimento de doenças que haviam sido declaradas erradicadas no passado. Este fato ocorre devido a inúmeras causas. Dentre elas, cabe citar a devastação de áreas nativas e o “movimento antivacina”.
Em primeiro lugar, uma das principais causas do ressurgimento das doenças é o desmatamento. Segundo a maioria dos ecologistas, a prática de desmatar reduz os habitats naturais, o que provoca a migração dos organismos transmissores de doenças em direção ao meio urbano. Ou seja, um mosquito, que antes alimentava-se do sangue de um animal selvagem, passou a alimentar-se de sangue humano, fato que pode proliferar diversas doenças hostis aos seres humanos. Nota-se, portanto, que o avanço do desmatamento está intimamente atrelado ao aumento nos casos de doenças, a exemplo da dengue e da febre amarela, fato que deve ser combatido de maneira urgente.
Ademais, é importante salientar que movimentos anticientíficos como o “antivacina” constituem um seríssimo problema. Um claro exemplo disto foi a Revolta da Vacina, no qual grande parte da população combateu as medidas governamentais que obrigavam a vacinação contra o vírus da varíola. Isso provavelmente ocorreu devido à maneira como o governo da época se comunicou com a população, haja vista que a vacinação era algo novo e as pessoas não foram instruídas a respeito da importância de tal tecnologia. Deve-se, dessa forma, esclarecer a opinião pública a respeito da prevenção, com o intuito de reduzir o impacto de discursos pseudocientíficos que argumentam barbaridades como “as vacinas causam autismo”, sem nenhuma comprovação científica para tal.
Torna-se evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Dessarte, o Ministério do Meio Ambiente deve fortalecer o combate ao desmatamento por meio da criação de novas áreas de proteção permanente e pelo aumento no valor das multas nos casos em que houver contrabando de madeiras. Tudo isto deve ser feito a fim de combater a migração de organismos transmissores em direção ao meio urbano, e também para preservar os biomas naturais. Por outro lado, é dever do Ministério da Educação intensificar o esclarecimento das crianças e adolescentes a respeito da importância das campanhas de vacinação, por intermédio de palestras ministradas por biólogos experientes na área da saúde pública. Deste modo, haverá esclarecimento sobre vacinas desde a mais tenra idade, fator importantíssimo para reduzir o ressurgimento de doenças erradicadas no Brasil.