O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 14/08/2020

O ser humano utiliza diferentes estratégias para combater as doenças que o assolam ao longo da vida, de rituais religiosos a medicamentos científicos. Assim, no cenário de saúde pública do Brasil, tem-se um calendário nacional de vacinação. Não obstante, atualmente, vivencia-se o reaparecimento de doenças antes erradicadas. Primeiro, alicerçado pelo movimento antivacina e, segundo, pontencializado pela globalização.

Antes de tudo, salienta-se que o Estatuto da Criança e do Adolescente obriga a vacinação nos casos recomendados pelas autoridades de saúde. Em contraposição, à despeito da legalidade, muitos pais e cuidadores, têm se tornado adeptos do movimento antivacina. Desse modo, não realizam a cobertura vacinal dos seus tutelados, culminando na fragilização de toda a sociedade. Isso porque, a ação de vacinar tem dupla função, qual seja: proteger o indivíduo diretamente e, indiretamente, a comunidade.

Ademais, o mundo globalizado em que se vive intensifica as doenças reemergentes. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, a cada cinco crianças, uma não é imunizada com vacinas. Portanto, ao aliar este fator à transmissibilidade das doenças, concluir-se-á que, tanto as viagens para fora do país, quanto os turistas internacionais, configuram um risco ao reaparecimento das doenças erradicadas. De outro modo, em um mundo globalizado, a questão de saúde é de corresponsabilidade das nações.

Em síntese, é nítida a necessidade da vacinação de brasileiros e estrangeiros. Dessa forma, cabe às Secretarias Municipais de Saúde, através dos Agentes Comunitários, a ação de visitas domiciliares semestrais à população, para informar sobre os aspectos biológicos, sociais e legais da vacinação. Ainda, resta ao Ministério do Turismo, a exigência e fiscalização das vacinas pertinentes para a entrada de turistas no país, a ocorrer nas fronteiras nacionais. Tais medidas têm por finalidade a proteção de cada brasileiro, em prol de uma sociedade saudável.