O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 15/08/2020
Doenças que já foram erradicadas voltam a subir no número de infecções e contágio. Pessoas que não se vacinaram acabam as contraindo, e passando para outras que também não se vacinaram seja por opção, por não poderem biologicamente ou por estarem fora do grupo resignado. Além disso, o sexo desprotegido também contribui para disseminação de doenças que um dia já foram controladas, seja por falta de informação, rejeição ao uso de preservativos ou subestimação das doenças.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o medo da vacina e o movimento antivacina compõem um dos dez maiores ameaçadores a saúde do mundo. Esse movimento teve início com o ex pesquisador e ex cirurgião Andrew Wakefield, quando o mesmo em 1998 fez uma publicação de um artigo no qual associava o autismo de 8 das 12 crianças pesquisadas a vacina tetravalente (caxumba, sarampo e rubéola), com isso uma onda de descredibilidade nas vacinas começou. Com um discurso , já refutado pela OMS, de que crianças devem ser vacinadas a partir de uma idade que já tenham imunidade mais madura, que combinações de vacinas causam sobrecarga imune, e que vacinas podem ter efeitos colaterais como o próprio autismo, o movimento fez com que muitas pessoas não se vacinassem ou não vacinassem seus filhos. Além destes, outras pessoas também não se vacinam por não ter acesso á postos de saúde, ou o horário de funcionamentos desses não coincidem com o que a pessoa tem disponível, a falta de conhecimento, ou o ato de adiar.
Bem como a falta do uso de vacinas, o ato sexual desprotegido também contribui com o problema. O Ministério da Saúde liberou um boletim constando que entre os anos de 2010 e 2018 houve um aumento de 4.157% de casos de sífilis, que é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), e só no ano de 2018 mais de 246 mil casos de sífilis congênita, que é a transmitida da gestante ao bebê no parto, foram notificados. Outras ISTs como gonorreia, HPV e herpes genital também tiveram um aumento de casos nos últimos anos.
Por isso, são necessárias medidas para resolver o impasse. O Ministério da Saúde junto com as prefeituras deveriam se unir para criar postos de saúde móveis de 24 horas. Com isso, moradores sem acesso a postos poderiam ser vacinados, além de fazerem mutirão em escolas para averiguar e controlar a vacinação dos alunos. Segundo Kant, o homem não é nada além do que a educação faz dele, logo para termos pessoas mais conscientizadas sobre vacinas e educação sexual, é necessário investir em educação. Com está finalidade, as grandes mídias junto com o Ministério da Saúde deveriam se unir e criar conteúdos informativos apresentados por médicos e infectologias acerca da importância da vacinação, suas consequências e sobre saúde sexual e ISTs.