O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 15/08/2020

“Eu vejo o futuro repetir o passado.” Dita pelo cantor e compositor brasileiro Cazuza, esta citação traz à tona os diversos problemas sociais que existiram a décadas e que estão ganhando cada vez mais espaço no cenário mundial da atualidade. É o caso de doenças consideradas erradicadas, como a dengue, o sarampo e a H1N1, dentre inúmeras outras, que, nos últimos anos, atingiram milhares de pessoas, inclusive no Brasil.

A início, é fulcral salientar que o sociólogo Émille Durkheim afirma, em seus inúmeros estudos, que o poder público é responsável pelo gerenciamento das questões que envolvam o coletivo, ajustando, portanto, o bem-estar social. Contudo, a perspectiva adotada pelo estudioso manteve-se no plano teórico, em virtude do descaso governamental em viabilizar investimentos, aptos a promoverem melhorias no setor de saúde pública, sobretudo no Brasil. Diante disso, males como a Dengue, o Vírus Influenza e até mesmo o Sarampo passaram a reaparecer nos noticiários nacionais, sobretudo na região Nordeste em razão de sua desvantagem sócio-econômica.

Estreado em 1995, a obra cinematográfica “Epidemia”, estrelada por Dustin Hoffman, Rene Russo e Morgan Freeman, narra o episódio fictício em que um primata selvagem é contrabandeado e acaba levando ao continente americano um vírus mortal que já havia sido desenraizado da civilização. No desenrolar da trama, percebe-se uma imensa semelhança com a realidade vivida por diversas nações onde, seja por descuido humano ou não, diversas endemias e epidemias estão atacando os habitantes de tal área.

Diante do exposto, caminhos devem ser elucidados para resolver esse impasse. Sendo assim, cabe ao Governo Federal - órgão responsável pelo bem-estar da população - elaborar um plano nacional de segurança a saúde pública, de modo a instituir ações como a distribuição de cartilhas informativas nas redes de ensino e palestras periódicas em praças públicas a fim de chamar a atenção dos indivíduos. Isso pode ser feito por meio de uma associação entre prefeituras, governadores e entidades federais - haja vista esse fenômeno envolver todos os âmbitos administrativos - que realize periódicos eventos, como campanhas de conscientização, mediadas por agentes de saúde pública. Dessa forma, essa importante questão pode ser solucionada.