O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 15/08/2020

Liberdade é o direito de agir por vontade própria, desde que não prejudique outra pessoa, isto é, um direito que todos têm e é defendido pela Constituição brasileira. Entretanto muitos estão utilizando esse direito interligado com a liberdade de expressão, outro direito de todos, para disseminar notícias falsas que podem prejudicar a saúde e a vida de muitos. E essa é uma das principais causas de falácias como o Movimento Antivacinas.

Primeiramente, em 2016, o Brasil foi considerado um país erradicado do sarampo, pois estava com um ano sem casos dessa doença. Mas em 2017 recebeu um alerta sobre possível retorno da doença em vários países do continente e em 2019 surge os primeiros casos. É a partir disso, que se reacende novos medos de doenças que até então estavam esquecidas como a difteria, rubéola, poliomielite e outras doenças que no Brasil podem ser prevenidas através de vacinas administradas pelo Sistema Único de Saúde para toda população. Todavia, em 2016 houve uma diminuição da vacinação para 76,74% das crianças, sendo o principais alvos da vacina. Visto que, as principais hipóteses seriam a falta de tempo dos pais devido a jornada de trabalho e a irresponsabilidade dos mesmos.

Outro aspecto a ser abordado é o Movimento Antivacinas no Brasil, que a cada ano vem crescendo. O movimento se deu início em 1998 devido à afirmações de um médico inglês, que publicou uma pesquisa que afirmava ligação do autismo com as vacinas aplicadas na época, no entanto foi desmentido por se tratar de “fake news” para lucrar sobre a indústria farmacêutica. Embora o estrago já esteja feito, pois foi nesse período que começa a ascensão que se vê desse movimento que não só defende uma ideia contrária a Organização Mundial de Saúde, como muitos utilizam para ganhos próprio como venda de medicamentos milagrosos e até iogurte para prevenir HPV. Tudo isso tem um grande impacto sobre os desavisados e acaba fortalecendo desinformações que podem custar a vida de pessoas.

Diante do exposto, é inegável que para zerar o número de casos de doenças que têm imunização é preciso do apoio entre os Ministérios da Saúde, Comunicações e Educação para criar um Movimento à favor da imunização, através de debates, reuniões, exposições em mídias digitais e televisivas com opiniões de especialistas, imagens, relatos de fácil acesso e linguagem. Também deve ser criada campanhas de vacinação em escolas, creches e bairros onde possuem um grande número de crianças. Tudo servirá para informar cada vez mais e aumentar o questionamento entre os desavisados sobre informações caluniosas e ainda aumentar o número de imunizações de várias idades.