O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 16/08/2020
Na contemporaneidade, vivenciamos um fato que assola a população brasileira - o reaparecimento de doenças erradicadas. Fato esse que retornou para a sociedade por conta do descaso populacional no que tange aos meios de prevenção, aos maus tratos com o meio ambiente, grupos antivacinas, entre outros. Devido a esse fato, dois problemas fazem-se relevantes: maior influência dos órgãos de saúde para a vacinação na população, bem como a maior preservação da natureza para a barragem de vetores e doenças nos meios urbanos.
Em primeira análise, de acordo com a Organização Mundial da Saúde - OMS - 1 em cada 5 crianças não são imunizadas com vacinas e cerca de 1 milhão e meio morrem todos os anos devido à doenças que poderiam ter sido prevenidas. Baseado nesse fato, vale ressaltar que na contemporaneidade, doenças que foram mortais na Idade Média - Peste Bubônica - e na Idade Moderna - Sarampo - retornaram à nossa sociedade unicamente por ignorância humana e descaso do homem para com o meio ambiente.
Em segunda análise, seguindo a linha de raciocínio, grupos antivacinas e o exacerbado descaso com a natureza, trouxeram, respectivamente, o Sarampo - que pode ser combatido com vacinas - e doenças virais acometidas pelo consumo de carne, podendo citar a Peste Negra e a Gripe Suína. De acordo com a OMS, mais de 50% das pandemias e endemias que possuímos hoje, são ocasionadas por conta ou do consumo animal, ou do desmatamento. Com esses fatos, podemos citar um exemplo recente, relatado pelos jornais do mundo - como, CNN e New York Times - em 2020, o reaparecimento da Peste Bubônica, na China, devido ao consumo do animal Marmota, que já matou cerca de 5 pessoas. Devido a esses fatos, vale salientar que, se o ser humano não tomar consciência de seus atos, tanto em relação à natureza, quanto ao próximo, o destino final da humanidade será passar habitualmente por pandemias e viver com doenças que hoje, não precisariam fazer parte do cotidiano.
Portanto, urge que o Governo, por meio de campanhas publicitárias - com o auxílio de órgãos midiáticos - influencie a população a se vacinar, inclusive as crianças, para surtir o efeito de controle total no que diz respeito às doenças reemergentes - como, Sarampo e Poliomielite. Junto a isso, será necessário, por meio do Legislativo, a criação de leis que diminua o abate de animais, aumente a fiscalização e proíba o desmatamento desordenado, impedindo obviamente, a vinda de vetores e doenças virais para o meio urbano e social. Assim, o Brasil terá um controle epidemiológico eficiente resultando na maior segurança da população.