O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 16/08/2020

Na obra " Alegoria da caverna" do século IV a.c, o filósofo grego Platão propõe uma metáfora que exemplifica as crenças que limitam o homem de evoluir. Nela pontua-se o comodismo do homem frente aos seus óbices restringindo sua capacidade de progredir. De maneira análoga, vê-se que doenças antes erradicadas, ressurgiram no Brasil o que tem sido um empeço no desenvolvimento do Pais. Nessa lógica cabe reconhecer, o aumento do movimento “antivacina” , bem como, a posição negativa do governo frente a medicina preventiva, tais fatores são determinantes para a problemática em questão.

Em uma primeira abordagem, destaca-se como um assunto de suma importância, o movimento antivacina - uma oposição moderadamente organizada à vacinação pública, oriunda de uma ampla gama de críticos a vacina - isso vem ocorrendo desde as primeiras campanhas realizadas. A esse respeito, vale referenciar a “Revolta da Vacina”, que foi uma rebelião popular contra a anti-varíola, ocorrida no Rio de Janeiro, em novembro de 1904, esse panorama, auxilia na análise, de que até o tempo hodierno ainda ocorrem essas oposições. Nessa perspectiva, vê-se que tal movimento acontece muita das vezes de forma indireta, decorrente do excesso de informações que contradita a importância da mesma para a imunização a algumas doenças, e deixa em objeção sobre o mal que ela pode causar. Nessa logica, cabe-se ressaltar que essa é uma crença limitante na sociedade. O que urge mitigação.

Em uma análise mais aprofundada, observa-se que o investimento do Estado para com a medicina preventiva, ainda é insuficiente, desse modo, não sendo competente para à antecipação de doenças ou o diagnostico precoce de enfermidades. À luz dessa ótica, cabe-se dizer que o mal planejamento e o pouco investimento em saúde preventiva, faz com que doenças já erradicadas reapareçam em grande proporção. Portanto, vale referenciar, que, tal situação intervém na qualidade do atendimento, aumentando os gastos e a fragilidade da saúde brasileira. Assim, são urgentes ações que rompão com quadro vigente.

Depreende-se, portanto, que o homem abandone a caverna usada como metáfora por Platão, e explore um novo mundo de possibilidades libertadoras. Dessa forma, o Governo - principal órgão detentor de poder publico - em parceria com o Poder Midiático, deve promover campanhas e palestras explicativas, por meios de recursos tecnológicos, com o intuito de sanar duvidas e ressaltar a importância das vacinas para a comunidade. Ademais, o Estado - Unidades com atribuições específicas dentro da organização do Estado -, juntamente com o Ministério do da saúde - Setor governamental responsável pela administração e manutenção da Saúde pública do país -, deve elaborar projetos com uma maior atenção a medicina preventiva, no intuito de proporcionar agilidade e efetividade nos tratamentos. Com a efetiva prática dessas medidas, esse problema há de ser atenuado.