O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 15/08/2020
Em meados do século XX, irrompeu a epidemia de febre amarela, responsável por dizimar a vida de milhões de pessoas. Hodiernamente, o Brasil enfrenta cenários epidêmicos causados por vírus até então erradicados. Tal conjuntura se dá por diversos fatores, dentre os quais destacam-se a negligência em relação a vacinação e a falta de saneamento básico. Dessa maneira, é importante a reversibilidade do cenário em questão.
No século XVIII, José, Príncipe do Brasil, faleceu após contrair varíola, causada por um vírus contagiante e mortal. Mesmo com a existência da vacina, sua mãe, Maria I de Portugal, negou que fosse aplicada em seu filho, afirmando que a cura estava nas mãos de Deus e não na ciência. Nesse sentido, movimentos religiosos juntamente com a propagação de notícias falsas se firmam como motivos para a volta de doenças cessadas. Embora o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibilize, gratuitamente, a solução para imunidade contra o sarampo, de acordo com o Ministério da Saúde, em 2019, foram confirmados 2.753 casos em 13 estados brasileiros, com São Paulo e Pernambuco tendo registrado 4 óbitos.
Ademais, a dengue se consolida como uma das epidemias mais comuns no Brasil. Por meio do acúmulo de água parada em ruas e casas, o mosquito “Aedes aegypti” se espalha rapidamente, transmitindo vírus e bactérias, iniciando um surto. Dados do Ministério da Saúde mostram que o maior contágio ocorreu em 2013, com aproximadamente 2 milhões de casos notificados. Além disso, muitos brasileiros não têm acesso à referências que disponham de abordagens francas sobre os meios de prevenção capazes de conter a proliferação do mosquito.
Mediante os fatos expostos, medidas são necessárias para resolver a problemática. A Organização Mundial da Saúde, em parceria com os veículos midiáticos, deve promover campanhas que forneçam informações verídicas acerca da importância da vacinação para a saúde e como forma de evitar o retorno de problemas extintos. Não obstante, cabe ao Governo Federal, por meio de um aumento de verbas, investir de forma ampla no sistema de saneamento básico no território brasileiro e, em parceria com o Governo Estadual, alertar a população sobre os riscos e precauções que devem ser tomadas. Dessa forma, impedindo a perpetuação da dengue.