O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 15/08/2020

Segundo dados divulgados no canal de ensino Biologia Total, em 1941 o número de pessoas que contraíram o sarampo foi 894.134, com o desenvolvimento e distribuição da vacina, em 2010, apenas 63 pessoas tiveram a doença. Esses números evidenciam a importância da vacinação na prevenção de doenças, no entanto, a diminuição de programas de conscientização sobre a importância de tal forma de prevenção somado a movimentos antivacinas fazem com que os números se tornem cada vez mais preocupantes. Fazendo com que doenças que já haviam sido erradicadas voltem, como é o caso da poliomielite.

Programas de conscientização sobre vacinas, como ‘‘Zé Gotinha’’, foram desaparecendo no decorrer da década de 2010, o personagem criado para informar sobre a importância da vacinação contra a poliomielite se tornou um grande aliado, fazendo com que os casos diminuíssem drasticamente até então.

Enquanto a conscientização da forma mais eficaz na prevenção de doenças diminui, movimentos contra ela crescem. Apesar da obrigatoriedade da vacinação ser defendida pelo ECA (Estatuto da criança e do adolescente), pessoas que aderem a esses movimentos, argumentam ter direito de escolha. Tais movimentos afirmam que as vacinas causam doenças. No final da década de 1990, o médico Andrew Wakefield publicou um texto que dizia que a vacina contra a poliomielite podia causar autismo. Apesar dele ter sido punido, o texto possui cada vez mais adeptos.

A partir de tais argumentos, é possível entender o porquê do reaparecimento de doenças que já haviam sido erradicadas. Para que o número de casos dessas doenças voltem a diminuir e até mesmo possa ser alcançada a erradicação, é necessário algumas medidas como, o Ministério da Saúde em parceria com as redes midiáticas devem voltar a fazer programas televisivos que informe a população sobre a importância da vacinação, fazendo comparação de dados registrados antes das vacinações e após. O Ministério da Educação juntamente com o Ministério da Saúde deve promover palestras  nas escolas de nível fundamental e médio, que ensinem como as vacinas funcionam no organismo humano e como são essenciais na prevenção de doenças. Por meio da educação, os movimentos contrários a vacina serão diminuídos.