O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 16/08/2020
O seriado americano “The Walking Dead” conta uma história de ficção que mostra um mundo devastado por uma pandemia. Nesse lugar, as pessoas, ao contraírem um vírus de origem desconhecida, tornam-se zumbis. Apesar de ficção, a série mostra o risco que as doenças significam para a população. No Brasil, o ressurgimento de doenças - cujas causas podem ser associadas à desinformação exponencializada pelo fenômeno da globalização e à grave desigualdade social - preocupa as autoridades do País.
Em princípio, cabe salientar que a globalização trouxe enormes benefícios para o mundo. No entanto, retrocessos - como o aumento de adeptos a grupos que, por meio de ferramentas oriundas dessa integração mundial, como a internet e as redes sociais, questionam, sem argumentos sólidos, a ciência - são observados no meio social e comprovados por organizações estatais. Nesse sentido, o IBGE afirmou, em 2018, que a nação brasileira atingiu o pior índice de vacinação dos últimos 16 anos.
Além disso, outro fator que agrava essa situação e cujas consequências atingem, de várias formas, todo o território nacional é a extrema desigualdade. Um desses aspectos é o desproporcional acesso da população ao saneamento básico e isso contribui ativamente para a problemática, pois, a privação a itens básicos como coleta de lixo e esgoto, por exemplo, faz com que pessoas sejam infectadas. Nessa lógica, a Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (Pnad) mostrou que, das 57 milhões de residências brasileiras, cerca de 24 milhões ainda não têm alcance à água potável.
Dessa forma, medidas precisam ser tomadas para a mitigação dos danos. Nesse sentido, o Ministério da Saúde deve promover, por meio de tecnologias de comunicação em massa, ampla campanha de conscientização, buscando evidenciar a importância das medidas de saúde adotadas pelos governantes e comprovadas por métodos científicos. Ademais, os entes federativos precisam, mediante a readequação do orçamento, aumentar os gastos em saneamento básico para que o maior número possível de pessoas possam ter acesso a ele e, assim, evitar o renascimento de mazelas já extintas.