O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 16/08/2020

O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil é uma questão necessária a ser debatida levando em conta o atual cenário tanto brasileiro como mundial. Tal problema que na expectativa não deveria mais ser um problema levando em conta os avanços científicos na medicina e na tecnologia, na realidade é uma questão de falta de governança e organização, o que contraria a frase escrita na bandeira nacional.

Por conta de diversos fatores o número de pessoas com doenças erradicadas no Brasil vem apresentando um considerável aumento em determinadas regiões do país, tal fato pode ser resultado de uma queda na qualidade e quantidade em relação ao acesso ao serviço público de saúde. Bem como as reservas de povos indígenas que vêm perdendo cada vez mais voz no cenário político, dado ao posicionamento político dos atuais governantes, fazem parte do grupo de risco onde tais doenças podem reaparecer.

Por mais que o movimento antivacina não seja tão expressivo no Brasil, pode vir a ser futuramente, com teorias e especulações trazidas do exterior, onde o movimento é mais forte e apresentam teorias que correlacionam vacinas a efeitos colaterais neurodivergentes.

Sendo assim, é preciso que não somente haja uma reforma do sistema de saúde brasileiro mas como uma reforma geral de medidas de longo prazo em todas as áreas que respondam à qualidade de vida do povo brasileiro, como por exemplo na política, onde ficam os principais obstáculos que depredam o país desde seus primórdios, dificultando o mesmo de responder ao seu real potencial como nação. Como medidas de médio prazo, focando na questão em si da saúde, é necessário que haja investimento expressivo na área de formação de profissionais da saúde, com mais acessibilidade aos cursos super concorridos de medicina e suas similares áreas; na pesquisa brasileira em cursos técnicos e superiores e na construção de mais postos de saúde e unidades de pronto atendimento para solucionar a questão da superlotação que é um problema já antigo do Sistema Único de Saúde. Como medidas de curto prazo, as campanhas de vacinação devem criar metas a cumprir: se numa determinada região moram determinada quantidade de pessoas, o posto de saúde local deve criar uma agenda estimando quantas pessoas já foram vacinas e quantas ainda não foram vacinadas, assim como campanhas isoladas nas áreas de reservas indígenas devem ter tratamento potencializado, e por fim quando um período de campanha encerrar, um levantamento será feito para alertar aqueles que não foram vacinados.