O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 20/08/2020

No início do século XX, o Brasil era infestado por doenças que minavam a saúde da população. Coube ao então presidente, Rodrigues Alves, formular medidas que revertessem esse quadro. No entanto, mais de cem anos depois, várias dessas enfermidades ainda assolam a sociedade brasileira atual. Sob tal perspectiva, o descaso governamental massifica esse penoso cenário hodierno.

A esse respeito, é indubitável que a falta de zelo, por parte do Estado, seja uma das raízes do entrave. Dessa forma, as chamadas ‘‘doenças negligenciadas - termo cunhado pela OMS- continuam a persistir no Brasil contemporâneo. Nesse sentido, tais enfermidades não deveriam afetar a população, uma vez que poderiam ser facilmente controladas se houvesse investimentos básicos em prevenção.

Sendo assim, tal panorama configura uma grave mazela estrutural, à qual está intimamente ligada à saúde. Dessa maneira, conforme dados do IBGE, apenas metade da população tem acesso a saneamento básico e água tratada. Diante disso, esse deficitário contexto corrobora para disseminação e manutenção dos casos de Malária e Esquistossomose, moléstias que têm terreno fértil quando há ausência de serviços essenciais que são obrigação do poder público.

Diante do exposto, faz-se imprescindível a intervenção do Governo Federal para reversão do problema. Para isso, o Ministério do Desenvolvimento Social deve criar um programa estrutural de investimentos em saneamento básico, por meio de verbas da União, a fim de contemplar 100% da sociedade brasileira. Esse plano dará prioridade às regiões mais necessitadas, e terá prazo máximo de 10 anos para ser concluído. Assim, será possível erradicar, em definitivo, doenças e enfermidades, como também dar continuidade no legado de Rodrigues Alves.