O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 16/08/2020
Os surtos de sarampo vivenciados no início do ano de 2020 no Brasil ou os surtos de rubéola na Europa, são fatores que evidenciam a queda das taxas de vacinação em algumas regiões, seja por crenças religiosas ou crenças morais, acreditando-se nos malefícios dos danos colaterais da imunização e à associação aos movimentos anti vacinas crescentes. Junto à isso, há um aumento de Infecções Sexualmente Transmissíveis, as ISTs, como a Sífilis, revelando que a população está indo na contramão da prevenção.
Quando se trata da obrigação da vacinação, há uma associação à Lei de Vacinação Obrigatória contra a varíola, outorgada em 1904, no Rio de Janeiro, cuja prevenção foi imposta com violência e autoridade, desencadeando na Revolta da Vacina. Diante desse cenário, não houve diálogo entre a população e o governo, muito menos a disseminação das informações e dos benefícios trazidos pela vacina.
Em relação às Infecções Sexualmente Transmissíveis, também conhecidas como doenças venéreas, o nome teve origem na Antiguidade Clássica, na qual o termo era utilizado em referência à deusa grega do amor, Vênus. Atualmente, a liberdade sexual abre uma janela para a disseminação das IST’s, uma vez em que há uma maior frequência de relações sexuais com diversos parceiros(as). Somando-se à isso, outro aspecto ganha importância: o da confiança. No início, é comum o uso de métodos contraceptivos, mas quando se atinge certa estabilidade no relacionamento, principalmente entre os casados, isso se perde, tornando maior a probabilidade de contrações de doenças.
Em suma, o descaso na saúde pública conferido pelo Ministério da Saúde resulta na contaminação desenfreada da população, sendo imprescindível a disponibilidade de vacinas nos postos de saúde, assim como os programas de prevenção precoce e o incentivo financeiro à ciência e à pesquisa. E, por fim, a conscientização de que a saúde pessoal está acima de qualquer relacionamento.