O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 22/09/2020
O pensamento contra a vacinação está cada vez mais presente nos dias atuais. Em 1904 a Revolta da Vacina tomou as ruas do Rio de Janeiro que, entre outros fatores, foi uma resposta à imposição da vacinação da população contra a varíola. Com o mesmo fundamento, o movimento antivacina se baseia no pensamento que vacinas causam autismo ou até que elas não são eficientes. Contudo, esse movimento afeta a população, sendo as pessoas que não se protegem, as transmissoras da doença. Cabe analisar os efeitos do movimento antivacina na saúde coletiva pública e na disseminação de doenças na sociedade.
A vacina é a maior defesa obtida pelo ser humano contra a morte. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a vacinação evita de dois a três milhões de mortes por ano, e outro um milhão e meio poderia ser evitado se a cobertura vacinal fosse melhorada no mundo. Em contrapartida aos defensores do movimento antivacina, a aplicação de anticorpos na corrente sanguínea não prejudica a saúde. A resposta contra o vírus é induzida pela vacina, e o próprio sistema imune o elimina do corpo. Após toma-la, o organismo fica imune à doença, sem colocar a saúde em risco.
De acordo com a OMS, os movimentos antivacina são tão perigosos quanto os vírus, porque ameaçam reverter o progresso alcançado no combate às doenças evitáveis por vacinas, como o Sarampo e a Poliomielite. Ao optar por não se vacinar, os antivacinistas colocam a população em risco, já que podem ser transmissores da doença, mesmo sem estarem contaminados. Os mais afetados são as pessoas que não têm condições de tomar a vacina, por falta de infraestrutura ou de renda, ficando mais vulneráveis à doença. No Brasil, doenças como a Febre Amarela e a Tuberculose são reemergentes, isto é, o ressurgimento do vírus no país após um período sem nenhum registro de contaminações. Pessoas não vacinadas que viajam para outras nações onde há a presença do vírus podem trazer a doença ao país de origem.
Pode-se perceber que a falta da vacinação afeta a saúde coletiva e contribui para o ressurgimento de doenças. Para garantir segurança na saúde pública, é necessário que o Ministério da Saúde juntamente com as mídias utilizem de recursos como propagandas, banners e anúncios em redes sociais, exemplificando como a vacina funciona e o que ocorre se pessoas não a tomam. Assim, a saúde da população brasileira estará em segurança e os antivacinistas poderão repensar seu posicionamento após dados e fatos serem apresentados, impedindo a reincidência de doenças.