O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 06/10/2020
De acordo com a Constituição de 1988, a saúde é um direito social de todos os cidadãos. Nesse sentido, o reaparecimento de doenças erradicais no Brasil impossibilita que boa parte da população desfrute desse direito na prática. Diante disso, dois aspectos fazem-se relevantes: a falta da vacinação, bem como um saneamento básico adequado. Por isso, medidas atitudinais são necessárias para reverter o cenário atual.
De início, é válido ressaltar que a negligência humana em relação ao processo de vacinação é uma das principais causas da volta de doenças erradicais, como o sarampo. Nessa perspectiva, de acordo com o filósofo Marthin Luther king, todo progresso é precário, e a resolução de um problema coloca-
-nos diante de outros. Sob tal ótica, nota-se que tal lógica se encaixa no assunto em questão, uma vez que mesmo com a existência de campanhas informativas sobre a importância da vacina, muitas pessoas acabam não realizando esse ato. Isso ocorre devido a propagação de notícias falsas relacionadas ao processo de vacinar e os seus efeitos, o que acaba deixando a sociedade com medo de realizar essa prática. Consequentemente, a falta da vacinação dificulta na resolução do problema abordado.
Ademais, é válido salientar que a falta de saneamento básico, principalmente, em áreas precárias, como as favelas, acaba favorecendo a doenças erradicais. Nessa conjuntura, de acordo com a socióloga Hannah Arendt, em sua tese “Banalidade do Mal” afirma que quando uma atitude errada ocorre constante, os indivíduos tendem a naturalizá-la. Nesse viés, percebe-se que o assunto em questão se encaixa no contexto de Arendt, visto que os ambientes marginalizados não apresentam infraestruturas adequadas nas redes de esgoto, como também, na canalização de aguá potável devido ao desmazelo dos agentes governamentais. Com isso, o risco acaba sendo maior em locais carentes, o que aumenta o contato das pessoas com vírus e bactérias, contribuindo paraa volta de doenças.
Destarte, é necessária uma cooperação mútua entre Estado e sociedade. Para que isso ocorra, cabe ao Governo Federal, como o principal agente mantenedor dos direitos mínimos, proporcionar investimentos em áreas carentes, por meio da inserção de saneamentos básicos adequados nesses locais, com o intuito de proporcionar condições melhores de vida. Por fim, compete a sociedade, por intermédio das mídias, discutir a importância da vacinação, bem como dar a total atenção apenas para as campanhas que envolvem o Ministério da Saúde, que apresentam notícias verdadeiras, a fim de garantir o conhecimento necessário da importância da vacinação. Assim, a Constituição Federal cumprirá seu papel social para todos.