O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 11/10/2020

No que concerne à volta de doenças erradicadas na sociedade é um problema não só local mas nacional. Dentre outros fatores, destaca-se um grave problema de saúde pública e um sistema de distribuição de vacinas deficiente, o qual se vê com problemas por falta de informações passadas para a população, gerando falta de medo das doenças e fake news demonizando as vacinas. Sendo assim, é necessário um olhar crítico acerca dessa problemática a fim de se propor medidas eficazes.

Para entender esse cenário, deve-se compreender a falta de campanhas e noticias como propulsor da diminuição da preocupação das famílias com a vacinação. Decerto, a diminuição de infectados gera uma tranquilidade nacional, ainda mais se levarmos em consideração doenças erradicadas. Porém, essa tranquilidade pode ser preocupante se a família criar um descaso ou negligenciar as vacinas, pois se a vacinação só for aplicada em épocas de aumento de casos viveremos em um ciclo de erradicação e surto.

Ainda nessa linha de raciocínio, outro ponto importante é o fato de que estudos anticiência publicam fake news baseadas em pesquisas sem fundamentos e repudiadas pela OMS e agentes da saúde. Isso significa que movimentos antivacina estão se espalhando rapidamente pelo Brasil alcançando facilmente os menos escolarizados. Toda a reflexão dessa redação se coaduna com um pensamento de Albert Einstein, ao defender que uma pessoa inteligente não é quem resolve um problema, e sim quem o previne. Assim, deve ser reforçado que a melhor forma de combater uma doença é prevenindo-a.

Diante tal cenário, faz-se importante que medidas sejam executadas visando à atenuação do problema. Para tanto, é imprescindível que o Ministério da Saúde aumente, através da mídia, campanhas que mostrem a importância da vacinação, e com a ajuda do Ministério da Educação fiscalizar cartões de vacinas de estudantes e professores, tanto da rede publica quanto privada, a fim de alcançar o máximo de pessoas com vacinas atrasadas. Ademais, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação promover campanhas midiáticas para desmentir fake news a respeito da vacinação, a fim de conter movimentos anticiência e antivacina. Com tais ações, será possível diminuir o número de infectados por doenças que podem ser combatidas através de imunização e tentar erradicar novamente doenças que não deveriam ter retornado à vida cotidiana.