O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 13/10/2020
A série “Anne with an “E”’, que retrata a rotina em uma comunidade do interior no início do século XX, dramatizou, em um de seus episódios, a história da pequena Minnie May que sofre com uma febre de difícil tratamento devido à falta de recursos da época. Para além das telas, a dificuldade no tratamento de doenças tornou-se facilitado pelos avanços na medicina, erradicando doenças antes ditas incuráveis. Contudo, reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil mostra que a saúde ainda precisa avançar principalmente no que tange às Fake News sobre vacinação e às dificuldades ao acesso à saúde.
Em primeiro plano, as fake news referentes aos efeitos colaterais de algumas vacinas dificultam o trabalho da saúde durante a vacinação, visto que gera pânico na sociedade. Nesse sentido, a Revolta da Vacina, ocorrida no Rio de Janeiro em 1904, mostrou como boatos prejudicam o processo de imunização, uma vez que a revolta foi impulsionada por uma notícia que a vacina serviria como extermínio da população pobre. No entanto, vacinação é de extrema importância na manutenção da saúde de um país, haja visto que evita que enfermidades se propaguem e tornem-se epidemias.
Outrossim, a Constituição Federal Brasileira assegura a todos o direito social da saúde, porém, na prática, esse direito é corrompido, uma vez que existem pessoas que vivem em locais distantes dos grandes centros e vivenciam a dificuldade do acesso à saúde. Nesse viés, patologias já eliminadas da sociedade voltam a aparecer e acabam por se espalhar em uma cidade. Por esse motivo, o Ministério da Saúde deve criar políticas públicas que visem o envio de profissionais da saúde para lugares distantes.
Portanto, o combate ao reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil faz-se imprescindível e urgente. Por essa razão, o Ministério da Educação, que é o responsável por todo o sistema educacional brasileiro, deve oferecer cursos sobre a importância da vacinação nas escolas visando a melhoria na consciência social e de saúde desde a infância. De forma síncrona, esses cursos devem ser ministrados por profissionais da saúde em parceria com pedagogos para que o ensino seja bem absorvido pelos alunos. Dessa maneira, formar-se-ão cidadãos capazes de entender a importância das campanhas de vacinação para que não sejam manipulados por notícias vindas de fontes não confiáveis.