O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 15/11/2020

No século XIV, a peste negra invadiu e dizimou um terço da população da Europa, pela carência de higiene juntamente com a medicina pouco desenvolvida garantiu a rápida contaminação. Hodiernamente, no Brasil, várias doenças erradicadas na antiguidade reaparecem e dependendo das circunstâncias podem chegar ao nível de uma epidemia. Nesse viés, dentre os fatores que contribuem para esse ressurgimento os principais são, não só a falta de saneamento básico, como também a não imunização dos cidadãos.

Primeiramente, a Revolta da Vacina em 1904, foi um movimento em que os habitantes do Rio de Janeiro se negaram a vacinar contra a varíola, disseminando a virose. Atualmente, movimentos antivacina são recorrentes, muitas famílias, por motivos religiosos ou outros, não se imunizam, lavando ao reaparecimento de doenças já erradicadas no futuro. Assim, segundo o filósofo chinês Confúcio, “para entendermos o presente estudai-vos o passado”, ou seja, para a compreensão do porque ressurgem enfermidades controladas antigamente, deve-se analisar os ocorridos anteriormente.

Ademais, no Brasil, por ser um país subdesenvolvido, possui muitas discrepâncias sociais nas cidades, estabelecendo áreas centrais e periféricas, nessas mais afastadas onde se encontra saneamento básico precário. Desse modo, os indivíduos que vivem nas favelas são responsáveis pelo alastramento de doenças, muitas já erradicadas, ao contraí-las de animais infectados ou pela rede de esgoto. Logo, tal situação fere a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que assegura a liberdade e os direitos iguais da população, os que habitam os centros urbanos acabam sendo beneficiados por não terem contado com essa precariedade.

Evidencia-se, Portanto, que medidas precisam ser esclarecidas para resolver esse impasse. Sendo assim, cabe ao Ministério da Saúde, órgão responsável pela assistência médica nacional, promover, por meio de investimentos no saneamento básico das áreas periféricas e em campanhas de vacinação, o convencimento de que é necessária a imunização dos cidadãos, a fim de minimizar o ressurgimento de enfermidades suprimidas anteriormente.