O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 19/12/2020

A consciência populacional e o esquecimento governamental

Brás Cubas, o defunto-autor de Machado de Assís, diz em suas “Memórias Póstumas” que não teve filhos e transmitiu a nenhuma criatura o legado da nossa miséria. Talvez hoje sua escolha faça sentido, pois o ato de não vacinar seus filhos é uma das faces mais preocupantes de um país em desenvolvimento, haja visto não só a ampliação de ideais antivacinas e descrédito na ciência, como também a volta de doenças anacrônicas que prejudicarão futuras gerações.

Em primeiro plano, deve se destacar que a amplificação das ações antivacinas são um dos fatores que mostram o retrocesso social e político da sociedade brasilera. Episódios como a Revolta da Vacina voltam a tona em perídos como este, em que por falta de investimentos governamentais em políticas de conscientização pró-vacinação, a população acaba entrando em estado de dúvida e por conseguinte evitam levar seus filhos à campanhas, além de disseminarem notícias falsas - as chamadas fake news -que vão contra o pensamento cinetífico, construído por décadas, acarretando no reaparecimento de doenças erradicadas.

Além do mais, vale salientar que com o retrocesso social e político, há também drásticas consequências para a saúde das próximas gerações. Sabe-se que doenças reemergentes, ou seja aquelas cujo conhecimento  de sua existência vem de anos, mas de repente apresentam altos números de incidência, são indicadores de que o falho modelo de desenvolvimento econômico não prioriza necessidades básicas da população, como políticas de saneamento básico, aumentando ainda mais a possibilidade de propagação de tais doenças.

Em virtude dos fatos mencionados, pode se sublinhar que a volta de efermidades anteriomentes extintas é um impasse para o progresso. Nesse contexto, cabe ao Ministério da Saúde - orgão responsável pelo sistema de saúde pública brasileira - investir em capanhas midiáticas de conscienteização populacional, conjuntamente com a amplificação da fiscalização  de leis já existentes de modo que os pais trasmitam à seus filhos uma percepção coerente em relação a questões médicas, e assim próximos descendentes desse país possam desfrutar o legado que os foi deixado.