O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 08/05/2021

De acordo com uma matéria da Fiocruz, o Brasil, em 2016, recebeu o certificado de erradicação do vírus do sarampo. Entretanto, em 2018, o país voltou a registrar surtos da doença,  o que fez com que a nação tivesse seu certificado tomado pela Opas. Em suma, infere-se que o reaparecimento de doenças erradicadas  têm ocorrido no território brasileiro devido à negligência governamental e movimentos anti vacinas.

Primeiramente, a negligência governamental está diretamente ligada ao ressurgimento de doenças já controladas. De acordo com a Constituição federal, a saúde é um direito de todos e dever do Estado. Todavia, segundo a BBC, apenas metade dos brasileiros têm acesso à rede de esgoto. Desse modo, observa-se que o Estado não tem cumprido o seu papel. Assim, a ausência de saneamento básico reflete diretamente na saúde dos indivíduos privados desse recurso e essas péssimas condições higiênico-sanitárias corroboram para o ressurgimento de doenças que poderiam ter sido  evitadas.

Sobretudo, movimentos anti vacinas também agravam tal problemática. Diante de epidemias de doenças, no início do século XX, o governo brasileiro impôs a vacinação obrigatória, mas sem conscientizar a população, o que culminou na “Revolta da vacina’’. Hodiernamente, observa-se reações semelhantes na sociedade atual. Segundo a OMS, os índices de vacinação de crianças contra doenças já erradicadas têm caído bruscamente. Percebe-se que, movimentos anti vacinas têm ganhado força e, seja por falta de informação ou disseminação de fake news, muitos pais têm temido vacinar seus filhos e, consequentemente, doenças, antes controladas, ameaçam voltar e algumas já até voltaram, como o sarampo.

Logo, urge intervir sobre o presente problema. Assim, o Ministério da saúde deve adotar medidas para promover a cobertura vacinal no país. O que pode ser feito por meio da conscientização da população sobre a eficácia e segurança das vacinas, difundindo estudos comprovados, exigindo cartão de vacinação antes de viajar e ao matricular crianças na escola, por exemplo, tudo isso a fim de combater movimentos anti vacinas que atrapalham o processo de vacinação. Paralelamente, podem ser criados órgãos responsáveis por garantir que toda a população tenha acesso a recursos básicos, como o saneamento básico, o que já é previsto em lei. Dessa maneira, será possível manter a erradicação de doenças no Brasil, evitando novos surtos.