O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 09/05/2021
A saúde pública de qualidade é um direito civil assegurado pela Constituição de 1988 para a população brasileira, que atua na prevenção e no tratamento de variadas doenças. Contudo, tal direito se torna falho ao notar-se a volta das doenças erradicadas no país, assim, colocando em risco a saúde do cidadão brasileiro. Nesse ínterim, o movimento antivacina, em conjunto à negligência do desenvolvimentismo do capitalismo, contribuem para a expansão de tal problemática.
Convém ressaltar, a princípio, que o movimento antivacina, infelizmente, tem aumentado entre alguns grupos que duvidam da eficácia das vacinas e temem possíveis consequências. Por conta, principalmente, de um artigo publicado pelo pesquisador Andrew Wakefield em 1998, associando a vacina Tríplice Viral ao autismo. Logo, tal informação errônea impulsinou uma onda de notícias falsas sobre a vacinação, se caracterizando como um perigo para o povo brasileiro. De acordo com uma pesquisa realizada pela OMS, cerca de 1,5 milhões de crianças morrem todos os anos por doenças que possuem prevenção. Dessa forma, a falta de conhecimento e o medo da ciência por tais indivíduos podem resultar em uma morte evitável, se configurando não só como uma falha da sáude pública, mas também da própria comunidade brasileira em auxiliar e instruir corretamente as ações dos cidadãos.
Ademais, o desenvolvimento do capitalismo a qualquer custo no Brasil, inclusive da destruição da natureza e das mudanças climáticas, influencia na volta de doenças erradicadas. Conforme o cofundador do Greenpeace, Paul Atson, a inteligência se qualifica pela relação harmoniosa entre o meio ambiente e o ser humano. Portanto, os desmatamentos e as queimadas florestais, além da intensificação do Aquecimento Global realizado continuamente por tal sistema, se caracteriza como uma negligência socioambiental, que tem consequências para a própria sociedade, como o reaparecimento de doenças, e até mesmo a criação de novas. Segundo Immanuel Kant, a ética tem como objetivo o bem-estar da coletividade. Desse modo, o sistema socioecônomico deve se atentar ao fato da saúde humana e a ambiental estarem interligadas, e que para cumprir com a ética kantiana é necessário minimizar os impactos à natureza e procurar meios para reverter tal situação.
Em suma,é imprescindível que o direito à saúde da população brasileira se cumpra e as enfermidades permaneçam erradicadas.Logo,o Ministério da Saúde,em conjunto aos Governos Estaduais,deve propiciar o conhecimento correto acerca da vacinação e as formas de prevenção contra as doenças,por meio do debate de tais assuntos nas salas de aula desde o ensino fundamental primário até o ensino médio, além de campanhas e palestras realizadas nas escolas públicas e privadas abertas para a população, com o intuito do cidadão compreender e valorizar tanto a ciência como a vacina.