O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 07/05/2021
Em princípio, doenças que voltam a prejudicar a sociedade após um tempo de trégua são denominadas de reemergentes, como a dengue, febre amarela, malária, tuberculose, entre outras. Ademais, nos últimos anos o Brasil vem apresentando diversos casos de doenças reemergentes, como a situação no Paraná, em 2011, que apresentou 23 mil casos de dengue, e Minas Gerais, no ano de 2019, que manifestou 126 diagnósticos de sarampo, segundo a Secretaria de Estado de Saúde. No que tange ao reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil, é consentido citar as mudanças climáticas e o movimento antivacina como grandes mantenedores da questão.
Primeiramente, as mudanças climáticas estão fortemente ligadas ao surgimento de doenças erradicadas, uma vez que os mosquitos podem ser transmissores de diversas doenças como a dengue, leishmanioses, malária e a febre amarela. Em suma, “com o aumento da temperatura, o ambiente torna-se mais propício para disseminação desses mosquitos. Isso aumenta a possibilidade da sua área de ocorrência se expandir para outras regiões”, aponta Arthur Nahur, coordenador de mudanças climáticas da World Wide Fund For Nature no Brasil. Destarte, a temperatura elevada, devido as mudanças do clima, contribue para a proliferação desses insetos, por conseguinte, das doenças que eles portam.
Posteriormente, o movimento antivacina é um empecilho para que certas doenças se mantenham extinguidas, visto que trata-se de uma oposição à vacinação pública. Em síntese, Andrew Wakefield, pesquisador e gastroenterologista, associou a vacina Tríplice Vital ao autismo, em 1998, fazendo com que esse movimento tomasse força desde então. Além disso, Durkhein afirma que “o fato social é a maneira coletiva de agir e de pensar”, dessa forma, uma criança que vive em uma família que possui esse pensamento contrário à vacinação, tende a adotá-lo também. Assim, o movimento antivacina torna-se um grande atraso para a saúde pública, dado que 1 em cada 5 crianças não são imunizadas, e 1,5 milhão morrem todos os anos por doenças que podiam ser prevenidas, mostram pesquisas feitas pela Organização Mundial da Saúde.
Portanto, urge que medidas sejam tomadas pelo Ministério da Educação, responsável pela formação de pensadores na sociedade brasileira. É necessário criar um projeto de conscientização nas escolas a respeito da importância da vacina para o mundo, por meio de palestras e debates regidos pelos agentes do Ministério da Saúde. Decerto, é essencial que o Ministério do Meio Ambiente aumente a manutenção e fiscalização das áreas de proteção ambiental, afim de que o habitat natural dos mosquitos seja bem cuidado, evitando que eles migrem para cidade. Essas medidas devem ser realizadas para que as doenças reemergentes cheguem ao fim.