O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 30/05/2021

Em 2020, em meio a pandemia do Covid-19 o Brasil registrou um surto de sarampo com mais de 8.000 casos em 21 estados, de acordo com o jornal O Globo. Evidencia-se então, o reaparecimento de doenças erradicadas no país e imediatamente um agravamento na falta de saneamento básico, mecanismo que evitaria a disseminação de diversas enfermidades, e informação, recurso que possibilita à população o acesso à vacinação e prevenção dessas doenças.

Em primeira análise, tem-se a teoria do contrato social do filósofo John Locke, a qual diz que o estado deve zelar pelos direitos dos homens. Paralelamente a esse pensamento, é notório que a falta de saneamento básico no território nacional, desencadeou o retorno de doenças já erradicadas, como o sarampo e o surto de algumas que já estavam controladas, como a dengue. Assim, faz-se obrigação do estado melhorar as condições sanitárias nacionais.

Ademais, também é possível associar a falta de informações e recursos a problemática mencionada. Em setembro de 2016, o Brasil recebeu um certificado de erradicação do sarampo da Organização Pan Americana de Saúde ( OPAS) , porém anos mais tarde voltou a apresentar casos da mesma. Logo, pode-se dizer que os cidadãos consideraram que uma vez erradicada a doença não voltaria, desse modo deixaram de se vacinar e abandonaram outros métodos de prevenção, o que seria evitado com uma melhor difusão de informações.

Considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. O Ministério da Saúde, juntamente com suas mídias sociais, deve realizar uma divulgação em massa de campanhas de prevenção, criando propagandas pequenas que apresentem informações pertinentes para evitar um surto de doenças erradicadas. Dessa forma, será possível garantir que o povo não se descuide e se contamine impensadamente. Só então a sociedade estará segura e saudável, assegurando que doenças erradicadas assim permaneçam.