O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 31/05/2021

Na obra Pré-modernista “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, do escritor Lima Barreto, o Major Quaresma, admirador das riquezas oriundas do país, acreditava que, se superados alguns desafios, o Brasil alcançaria o patamar de nação desenvolvida. Entretanto, ao observar o reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil, percebe-se que esses obstáculos ainda não foram superados, já que a negligência governamental e a má formação socioeducacional potencializam esse entrave.

Sob esse viés, deve-se ressaltar a passividade do Poder Público com medidas suficientemente efetivas para combater o ressurgimento de doenças erradicadas no Brasil hodierno. Segundo Nicolau Maquiavel, em seu livro “O Príncipe”, para se manter no poder, o governo deve operar tendo como objetivo o bem universal. No entanto, é notório que, no Brasil, o Estado rompe com essa paridade, visto que a carência de infraestrutura na área da saúde como saneamento básico, principalmente em áreas periféricas, bem como a ausência de políticas eficazes com campanhas de vacinação que visem à saúde da sociedade, comprovam o aumento de 23% no número de casos de dengue no Brasil, segundo o IBGE. Por conseguinte, percebe-se que essa inaceitável questão de vulnerabilidade do Estado configura como um irrespeito colossal e, portanto, deve ser modificada em todo território.

Ademais, é fundamental pontuar a má formação educacional como um dos complicadores para a recidiva de doenças erradicadas no país. Nessa perspectiva, é notória a escassez de medidas cabíveis por parte das autoridades competentes como o Ministério da Educação para que o cenário brasileiro seja alterado. Isso, consoante o pensamento de Nelson Mandela de que a educação é capaz de mudar o mundo, expõe que esse conceito encontra-se deturpado no país, à medida que investimentos destinados à educação como a orientação pedagógica e palestras educativas com o intuito de informar os cuidados para prevenção de determinadas doenças, só decrescem. Desse modo, as instituições devem agir com urgência para formar cidadãos esclarecidos.

Portanto, medidas são necessárias para minimizar essa situação. Para isso, o governo federal, instituição promotora do bem-estar social, deve apresentar mecanismos para combater o reaparecimento de doenças erradicas no Brasil, por meio de investimentos em saneamento básico e divulgação eficaz das campanhas de vacinação, os quais visem a promoção de uma melhor qualidade de vida, com a finalidade de garantir o desenvolvimento do corpo social. Outrossim, o governo deve investir no MEC, instituindo palestras em educandários e contratando profissionais especializados para tratar sobre as consequências da não vacinação. Assim, tornar-se-á possível, o Brasil alcançar o patamar de nação desenvolvida, como propôs o Major Quaresma,