O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 28/06/2021
Com o advento da globalidade, diversas evoluções e conquistas foram realizadas pela sociedade. Todavia, nem todo o desenvolvimento é de caráter positivo para o meio ambiente e para os próprios humanos. Com isso, em razão das mazelas do homem doenças que já foram erradicas retornaram em função de uma globalização errônea e pela propagação de ideias conspiracionistas divulgadas.
Em primeiro lugar, o desenvolvimento urbano sem planejamento e controle prejudica o meio ambiente e social. Nesse sentido, Milton santos, geógrafo brasileiro, argumenta que a globalização executada de maneira errônea produz perversidades que afetam a sociedade de maneira negativa em diversas áreas socioambientais. Nesse aspecto, a evolução de uma globalidade inconsequente gera mazelas na saúde humana ao iniciar um movimento retrógrado na erradicação de doenças, o que permite que doenças que já possuem tratamentos, vacinas e medidas que assegurem sua contenção sejam negligenciadas e banalizadas. Exemplo desses problemas que retornaram pela perversidade da globalização, de acordo com O Globo, são a dengue, a tuberculose e os tipos de meningites. Assim, é preciso tomar medidas que assegurem a erradicação dessas mazelas e um desenvolvimento seguro.
Em segundo lugar, a divulgação de ideias sem comprovações científicas impulsiona o reaparecimento de doenças erradicadas. Deste modo, Pierre Lévy, filósofo da comunicação, argumenta que o real adquire forças e proporcionalidade maior com a intervenção do virtual, dando mais visibilidade a ações e ideias. Dessa maneira, a publicação de teorias conspiracionistas, nas redes sociais e em blogs na internet, que acusam as vacinas de causar problemas, como autismo, alarma a população e retira a credibilidade das medidas que combatem as doenças de maneira mais eficaz. Exemplo dessas mortes causadas por casos com tratamento são os um milhão e meio milhões, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), que ocorrem todo ano em função da não vacinação de crianças. Logo, é preciso combater essas ideias que prejudicam a sociedade.
Portanto, o Ministério da Saúde (MS), em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente, deve realizar ações, como medidas de desenvolvimento sustentável, por meio de projetos que controlem os impactos causados na natureza e na sociedade, de forma a desenvolver o país de maneira ecológica, para que assim a globalização seja realizada de maneira correta e sem o retorno de doenças já erradicadas. Ademais, o MS, em parceria com a Mídia, deve realizar ações, como combater essas teorias da conspiração, por meio de programas que invalidem e informem o erro da notícia, de forma a afastar o público desses sites e grupos que alarma a população, para que assim possa ser evitado as mortes por mazelas que apresentam soluções e o retorno de problemas com soluções.