O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 04/07/2021

Em 1904, o médico Oswald Cruz, iniciou uma companha de vacinação obrigatória em resposta a um surto de varíola. O ato não agradou grande parte da população, principalmente, as camadas mais populares que, sem maiores esclarecimentos, recusaram-se a aderir à campanha. Assim, no Rio de Janeiro, surgiu a Revolta da Vacina. Mesmo após mais de cem anos, algumas coisas continuam iguais no país. A falta de informação e ainda, a criação de fake news sobre as vacinas, fazem as pessoas se recusarem a tomá-la, assim, doenças antes erradicadas, reaparecem.

Antes de tudo, é importante conhecer o contexto social do país. De acordo com a Organização Para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil está entre os cinco países com maior desigualdade educacional. Isso acarreta em muitos impasses, como é o caso da escassez de ensino e informações biológicas sobre a importância da vacina para a saúde dos brasileiros. Como consequência, a falta de conhecimento causa medo e dúvida na população, que muitas vezes, opta por não tomar a vacina.

Como ainda, há o aparecimento de fake news regularmente na vida dos brasileiros. É o caso do uso da hidroxicloroquina para o tratamento da Covid-19. Essa informação foi passada pelo próprio presidente dos Estados Unidos (Joe Biden) e do Brasil (Jair Bolsonaro) para a população inúmeras vezes, mesmo após, múltiplos médicos mostrarem não há estudos que comprovem a eficácia do medicamento para essa função, o que incentivou muitas pessoas a tomarem o medicamento e recusarem a vacina.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. O Ministério da Comunicação deve promover palestras em áreas periféricas, para que chegue informações suficientes e autênticas sobre doenças e vacinas para toda a nação, com o objetivo de diminuir revoltas e disseminação de fake news. Assim, doenças erradicadas irão parar de reaparecer no país.