O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 04/08/2021
No ano de 1998, um pesquisador britânico, Andrew Wakefield, associou a vacina de Tríplice Viral à ocorrência de casos de autismo. No entanto, tal afirmação é falaciosa, pois a vacina é utilizada, há décadas, visando a prevenção de surtos infecciosos. Todavia, mediante a negligência da vacina - feita pelo pesquisador em questão -, tornou-se comum ignorá-la. Nessa perspectiva, a vacina foi descreditada - teve sua moral reduzida. Por conseguinte, o reaparecimento de doenças erradicadas tornou-se comum - haja vista menos pessoas imunizadas, em função da negligência sobre a capacidade de imunização ou não da vacina, presente na contemporaneidade e também na sociedade brasileira. Porém, não obstante à presença de falácia acerca da vacina, há uma desigualdade exorbitante no Brasil. Diferença de renda e poder aquisitivo essa que, por sua vez, facilita a propagação de doenças antigas - antes erradicadas.
Primeiramente, é mister ressaltar que movimentos anti-vacinas agem de acordo com a ocorrência de surtos de doenças antes erradicadas. Tal perspectiva deve-se, sobretudo, à capacidade da vacina de imunizar e prevenir doenças. Ou seja, tendo em vista os números benéficos da vacina - como exemplo, no gráfico da “Council Foreign Relations” (CFR), onde, de 2008 a 2015, houve uma diminuição exacerbada de casos de doenças específicas, diminuídas em função dos anticorpos das pessoas, proporcionados pela inoculação de antígenos - vacina propriamente dita. Portanto, observa-se que a vacina, visando a erradicação total de doenças, sem possíveis entraves - como voltas ou novos surtos -, é imprescindível.
Ademais, é notória a premissa de desigualdade presente, de maneira excessiva, no Brasil. Ou seja, há uma diferenciação de salários e riquezas exorbitante. Comprovada, por sua vez, mediante situações cotidianas, como vista em Cuiabá, onde houve uma fila somente visando a consumação e obtenção de ossos bovinos, embora haja restaurantes que servem pratos à partir de um salário mínimo, segundo o influencer digital Hugo Gloss. Por conseguinte, inúmeras pessoas, em função de seu baixo poder de aquisição, encontram-se sem saneamento básico e premissas de saúde necessárias - segundo a Organização Mundial da Saúde - , ocasionando no surgimento de novas doenças.
Diante do exposto, infere-se a necessidade de realizar movimentos pro-vacina e ações afirmativas visando a resolução de pessoas que encontram-se em situações precárias no Brasil. Portanto, para realizá-las, o Poder Legislativo, responsável pela criação de leis, criaria leis que apoiassem a circulação de propagandas pro-vacina e também ações afirmativas que pusessem deficientes monetários nos parâmetros da OMS, executadas pela Câmara Federal, visando a erradicação total de doenças.