O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 20/08/2021

O livro “O Cidadão de Papel”, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas sociais que afligem o Brasil contemporâneo. Nessa perspecitva, é necessário entender que o ressurgimento de doenças erradicadas no Brasil afeta grande parte da população. Assim, seja pela insuficiência do governo em investir na saúde, seja pela falta de políticas públicas, o problema exige uma reflexão urgente.

Convém salientar, de início, que a negligência governamental é um entrave quando o assunto é promover verbas suficientes para a produção de vacinas eficicazes para diversas doenças. Dessa forma, apesar de haver pesquisas em busca da resolução do problema, ainda está longe de ser suficiente, pois não há uma iniciativa do governo em realizar ações, planos e metas que visem, juntamente com o uso de tecnologias avançadas, as buscas e pesquisas por vacinas de algumas doenças em que o vírus “frequentemente” sofre mutação, como é o caso da dengue. Sendo assim, o que se percebe é justamente uma ideia oposta, pois grande parte do dinheiro circulado no país é voltado para atender interesses particulares, além da construção de shoppings e edifícios luxuosos, e por isso, é inaceitável que essa situação se perpetue.

Ademais, evidencia-se, por parte do Estado, a ausência de políticas públicas suficientemente efetivas para a resolução da problemática. Nesse sentido, segundo Abraham Lincoln, ícone político americano, a política é serva do povo e não ao contrário. Com efeito, em relação ao reaparecimento de doenças erradicadas no país, o que se percebe é justamente uma ideia oposto a que Lincoln defendeu, pois não há um conjunto de ações, planos e metas públicas voltadas para resolver o problema. E como consequência, há o agravamento de um problema social e ambiental, pois segundo o site oficial do G1, muitas doenças desaparecidas, estão voltando à tona. Logo, é substancial a mudança desse cenário.

Infere-se, portanto, que são necessárias medidas capazes de mitigar o problema. Para tanto, é imperiosa uma ação do Ministério da Saúde, que deve, por meio de projetos e investimentos, promover a destinação de verbas para serem aplicadas no campo da pesquisa e do experimento, principalmente de vírus que sofrem mutações constantemente, a fim de promover um país em que as mortes por doenças que podem ser combatidas, sejam erradicadas.