O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 12/08/2021

O Mito da Caverna, de Platão, descreve a situação de pessoas que se recusavam a observar a verdade em virtude do medo de sair de sua zona de conforto. Fora da alusão, a realidade brasileira caracteriza-se com a mesma problemática no que diz respeito ao reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos: a falta de responsabilidade com o próximo e a lacuna educacional.

Em primeiro plano, é preciso atentar para a falta de empatia pregada por movimentos chamados de anti vacina. Hans Jonas, filósofo alemão, em seu livro “Princípio Responsabilidade”, defende que uma sociedade saudável constitui-se de uma população que zela pelas futuras gerações. No entanto, de forma indevida e sem embasamento, por motivos políticos ou ideológicos, pessoas espalham mentiras a respeito de imunizantes com o intuito de fazer com que outros indivíduos deixem de tomar vacinas comprovadamente eficazes, haja vista que são produzidas por profissionais qualificados e passam por um largo sistema de testes, o que traz malefícios para a saúde pública devido ao reaparecimento de doenças já controladas, como a rubéola, o sarampo e a caxumba.

Além disso, outra dificuldade encontrada é a lacuna educacional. O filósofo Immanuel Kant defende que o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele, nesse contexto, percebe-se a necessidade de agregar à cultura do brasileiro o conhecimento a respeito de meios para de se evitar a contaminação e consequentemente surtos de enfermidades já contidas, como o uso de camisinhas para que se evite a sífilis e evitar fazer o compartilhamento de copos, canudos e objetos pessoais.

Portanto, é evidente que medidas precisam ser tomadas para evitar um cenário de caos na saúde pública. Para tanto, o Poder Legislativo deve criar leis que punam movimentos sem respaldo científico para evitar a propagação de notícias falsas a respeito das vacinas. Ademais, as mídias, grandes difusoras de informações e principais veículos formadores de opinião, como a televisão e as redes sociais, devem exibir propagandas, com o intuito de informar toda a população sobre meios para que sejam evitadas possíveis infecções. Somente assim, libertaremos a sociedade para contemplar a realidade fora da caverna, como na alegoria de Platão.