O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 13/08/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, defende a garantia da saúde e da qualidade de vida aos diversos povos. No entanto, observa-se justamente o contrário no que tange ao reaparecimento de doenças erradicadas. Nesse contexto, torna-se evidente como causas a incúria governamental e a banalização do mal.

Primeiramente, pode-se apontar  como um empecilho à consolidação de uma solução a ineficácia do Poder Público. De acordo com o filósofo Jean-Jacques Rousseau, o Estado responsabiliza-se por estabelecer condições básicas ao promover o bem-estar do âmbito populacional. Contudo, a ideia do intelectual não se concretiza na realidade da nossa sociedade, visto que não existem, de maneira eficaz, medidas sanitárias de prevenção ao reaparecimento de doenças já extintas, como a procura às pessoas que não se vacinam corretamente, o que fomenta o aparecimento de situações preocupantes para a saúde pública - a exemplo do aumento de casos de doenças letais, como a tuberculose e as diversas formas de meningite.

Ademais, outro ponto relevante nessa temática é a aceitação social. De acordo com a teoria alemã da “Atitude Blasé”, de Georg Simmel, se a maioria das pessoas não se importarem com as mazelas sociais ao seu redor, elas permanecerão constantes, ou melhor, não serão resolvidas. Nesse viés, uma substancial parte  da sociedade já vê com normalidade a falta de cuidados preventivos que possam a vir barrar o ressurgimento de doenças erradicadas, o crescente número de casos de sarampo evidencia isso, uma vez que já existe vacina para essa enfermidade.

Portanto,  é evidente que tais entraves precisam ser solucionados. Para isso, é necessário que o Ministério da Saúde, em parceria com as mídias, promova propagandas que abordem a importância da adoção de medidas que impeçam o retorno das doenças erradicadas, como o estímulo à vacinação e a necessidade de medidas profiláticas. Tais propagandas podem ser transmitidas por meio das redes sociais e da televisão, a fim de conscientizar a população. Assim, construiremos um Brasil melhor.