O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 06/10/2021

Convive-se diariamente com as consequências da não vacinação no Brasil, essa, por sua vez, contribui para o reaparecimento de doenças erradicadas. Segundo o pensador Confúcio, não corrigir as falhas é o mesmo que cometer novos erros, visto que a prevenção é a melhor forma de evitar danos futuros, a vacinação é o método de prevenção de doenças, no país. Desse modo, entender as causas e as consequências desse reaparecimento são necessárias para frear o problema.

A cerca dessa lógica, em 1924, ocorreu a revolta da vacina, uma vez que o governo impôs a vacinação obrigatória, infere perceber que prevenir doenças é mais seguro que controlar a sua disseminação após o contagio. Nesse sentido, a falta de informação e a dissipação de informações falsas são algumas das causas da baixa cobertura da vacinação, já que a população, infelizmente, se vê em dúvida em relação a sua eficácia e reações. Outrossim, a vacina é uma forma de assegurar a saúde do indivíduo e das pessoas ao seu redor, todavia, o movimento antivacina é um risco à população brasileira, já que a descrença e a desconfiança unem as pessoas que compartilham do mesmo pensamento e não se vacinam . Dessa forma, combater as causas do reaparecimento das doenças é o ponto de partida para reverter esse quadro.

Sob essa ótica, a falta de vacinação colabora para o reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil, consequentemente, põe em risco a saúde pública. Nesse contexto, de acordo ao Governo Federal, 312 municípios brasileiros estão com cobertura vacinal contra pólio abaixo de 50%, visto que é um percentual baixo e um fator que contribui para a permanência desse canário. Além disso, a dificuldade de imunização é consequência da descrença e negligência da população com a gravidade das doenças, e, infelizmente, só procuram os postos de vacinação quando a situação se torna crítica. Dessa maneira, é de responsabilidade do indivíduo se imunizar e garantir a imunização das crianças para que as doenças sejam erradicadas novamente.

Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Logo, é imprescindível que o Ministério da Saúde, em parceria com os postos de saúde municipais, financie e veicule campanhas de vacinação de forma trimestral, por meio de comerciais televisivos e propagandas em outdoor, alertando a população sobre as consequências da não imunização individual. Espera-se que com essa medida que os indivíduos se sensibilizem e corrijam suas falhas para que não cometam os mesmos erros, como dito por Confúcio,  a fim de que a cobertura vacinal aumente.